Cresce, no primeiro semestre, o número de mortes violentas na região de Beltrão

O tipo de morte mais registrado no período analisado é decorrente de acidentes de trânsito.

 IML precisa de reforma para não perder equipamento de R$ 2 milhões.

O número de cadáveres necropsiados no Instituto Médico Legal (IML) de Francisco Beltrão, no primeiro semestre deste ano, aumentou 18% em comparação com mesmo período do ano passado. Foram 130 mortes contra 110 do ano anterior. Entre as responsabilidades do IML, estão a remoção de corpos dos locais de ocorrências de crimes, acidentes ou em hospitais onde as vítimas de violência morrem. Posteriormente, é feita a necrópsia para apurar a causa da morte, identificação oficial, e liberação para familiares. O órgão só atua em casos que envolvam óbitos por causa externa (ou não-natural).

O IML de Francisco Beltrão atende os 27 municípios da microrregião. O tipo de morte mais registrado no período analisado é decorrente de acidentes de trânsito. Foram 55 no primeiro semestre deste ano contra 43 de igual período de 2020 (+27%), em seguida homicídios (+21%) e suicídios (11%). Há ainda casos por outros tipos de mortes (corpos carbonizados, afogamentos, a esclarecer) que não foram relacionados neste levantamento. 

Novas obras
Recentemente a Polícia Científica de Francisco Beltrão, que representa Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal (IM), apresentou uma proposta ao prefeito Cleber Fontana (PSDB) e ao presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano (PSDB), prevendo a construção de uma nova sede. O município doaria o terreno e o Governo do Estado custearia as obras, que ficariam localizadas junto ao campus de Medicina da Unioeste.

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Reforma é mais urgente
Com o projeto da nova sede, que uniria em um só endereço Criminalística e IML, deve demorar, há a expectativa de uma reforma no prédio atual do IML, localizado ao lado da sede da 19ª SDP. Isso, porque, o órgão foi contemplado com um aparelho scanner Flatscan, com valor aproximado de R$ 2 milhões. Caso a reforma não ocorra, não há como instalar o equipamento. Segundo o médico Irno Azzolini, diretor do IML, a reforma já está ajustada com a Prefeitura e vai acontecer. Será uma ampliação de aproximadamente 200 m². O equipamento é extremamente importante para a Polícia Científica, pois utiliza alta tecnologia e, basicamente, vasculha o cadáver para localizar projéteis, auxiliando na elaboração dos laudos periciais. Além disso, é muito útil para exames em corpos carbonizados, putrefeitos e no diagnóstico de fraturas ósseas.

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