Delegado e policiais civis são presos pelo Gaeco

O cumprimento dos mandados judiciais aconteceu em Beltrão, Capitão Leônidas Marques, Cascavel e Quedas do Iguaçu.

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Francisco Beltrão, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou a Operação Regalia. A operação investiga a prática dos crimes de organização criminosa, peculato, concussão (vantagem indevida), falsidade ideológica, facilitação à fuga, usurpação de função pública e estelionato.

A investigação apura se os crimes foram cometidos por policiais civis, um agente penitenciário e um detento, todos da Delegacia de Polícia Civil de Quedas do Iguaçu.Foram cumpridos 11  mandados de busca e apreensão, seis de prisões preventivas e um de afastamento da função pública. Entre os presos, estão o delegado de Polícia Civil, um escrivão de polícia, um agente penitenciário e dois investigadores.

As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Francisco Beltrão, Capitão Leônidas Marques, Quedas do Iguaçu e Cascavel, com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, da 15ª Subdivisão Policial de Cascavel e da Promotoria de Justiça de Quedas do Iguaçu.

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Preso de “confiança”
De acordo com a apuração, os policiais investigados, frequentemente, na companhia do preso ‘de confiança’ e de um agente penitenciário, abordavam agricultores e empresários da região e, ao informá-los de que estariam cometendo crime ambiental, recolhiam madeiras e baterias das máquinas agrícolas. 

Ao comparecerem na Delegacia de Polícia, as vítimas eram atendidas pelo preso, que ora se passava por fiscal do Ibama, ora por policial civil, exigindo valores em troca da não instauração de investigação ou para a devolução dos bens apreendidos.

Todos os atos eram supostamente praticados com o consentimento e em benefício dos demais investigados. O detento que atuava no grupo foi requisitado irregularmente de outro presídio a fim de ter participação nos crimes cometidos pela organização criminosa na região, sendo-lhe confiada, inclusive, uma arma de fogo para uso nas diligências externas.

O mandado de segunda prisão contra o preso ‘de confiança’ não foi cumprido porque ele fugiu há uma semana da delegacia. A medida de afastamento foi decretada contra uma investigadora.

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