Lideranças políticas e do Judiciário destacaram a importância deste novo órgão.

O Tribunal de Justiça do Paraná e a Prefeitura de Pato Branco assinaram quarta-feira, 9, um convênio para a instalação do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), considerado um avanço para o acesso dos cidadãos à justiça. A medida promove substancial melhora da prestação dos serviços do Poder Judiciário ao mesmo tempo em que aproxima magistrados, servidores, conciliadores e mediadores do conflito.
O Cejusc, instalado no Fórum de Pato Branco, é um avanço considera a juíza Franciele Estela Albergoni de Souza Vairichi, diretora do Fórum da Comarca. Segundo a magistrada, tramitam na Comarca de Pato Branco mais de 20 mil processos.
“Este número tende à crescer, e o Cejusc trará maior celeridade a prestação jurisdicional, mas acima de tudo vai contribuir para elevar o diálogo, a paz social, que o objetivo final do Poder Judiciário”, afirma.
O desembargador José Laurindo de Souza Netto, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), participou do ato. Disse que o Centro Judiciário desafogará o Judiciário e garantirá maior efetividade para a população, criando a cultura da paz.
O desembargador José Laurindo destacou que o Cejusc é um novo momento após os juizados especiais, que vieram para melhorar o sistema de acesso à justiça. “Essa forma de solução de conflitos começou na década de 1990, com a chegada dos juizados especiais, trazendo agora esta outra perspectiva, da mediação, da solução de conflitos dentro da autonomia do indivíduo”, afirmou.
O presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Pato Branco, Janio Figueiredo, destacou que o centro é um avanço para a sociedade. “A OAB é parceira desta iniciativa, que traz novas alternativas para a solução do conflito, sendo mais um meio de acesso a Justiça”. O Cejusc tornou-se possível por um convênio entre o Poder Judiciário e a Prefeitura de Pato Branco. O prefeito Augustinho Zucchi (Podemos) disse que o município ganha muito com a chegada deste centro, que permite a solução rápida de conflitos, priorizando o diálogo entre as partes, desafogando o judiciário, que está sobrecarregado.





