Policiais
MP-G1-JdeB – Um dos investigados na Operação Sinecuras – o advogado Túlio Bandeira – foi preso preventivamente terça-feira, em ação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. A prisão do advogado ocorreu em Santo Antônio do Sudoeste. O advogado tem atuação em Santo Antônio do Sudoeste e Curitiba.
A ação é um complemento da Operação Fim de Feira, que investiga crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra licitações, falsidade ideológica e estelionato praticados em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em decorrência da Operação Sinecuras, já foram presos vários membros da organização criminosa, incluindo dois ex-prefeitos, três vereadores e sete ex-vereadores. Todas as denúncias relacionadas às três fases da operação foram recebidas pelo Judiciário – os processos estão em fase de citação dos investigados.
O que está sendo investigado – A operação investiga, entre outros crimes, pagamentos a vereadores e ex-vereadores, feitos por pelo menos três empresas que tinham contratos com a prefeitura, para compra de apoio a projetos do Executivo de interesse das empresas. Os valores pagos mensalmente giravam em torno de R$ 120 mil, e o acordo em troca de apoio permitia aos vereadores a indicação de pelo menos cinco servidores para ocupação de cargos em comissão na prefeitura (alguns vereadores chegaram a indicar ocupantes para 11 cargos comissionados).
A situação durou de janeiro de 2013 a julho de 2016, totalizando pagamentos de aproximadamente R$ 5 milhões, segundo as investigações.
Já foi candidato
Conforme o G1, Túlio Bandeira disputou as últimas eleições para a Prefeitura de Foz do Iguaçu, pelo PROS, e já foi candidato a governador do Paraná. Ele também foi preso na Operação Pecúlio, acusado de participação em um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu.
O outro lado
O JdeB telefonou para o escritório do advogado, em Santo Antônio do Sudoeste, para ouvir a versão da defesa. A informação recebida foi a de que no momento não há manifestação. Também não foi repassado o telefone do escritório em Curitiba, para ouvir o advogado de Túlio.





