Morador do Alvorada reclama de agressão da polícia
Vilmar da Motta, morador em Francisco Beltrão, reclamou quarta-feira, 29, da agressão da polícia que ocorreu ao lado de sua casa, localizada no cruzamento das ruas Florianópolis e Antônio Carneiro Neto, no bairro Alvorada. Seu irmão Gilberto da Motta Gonçalves, 28, que tem um distúrbio na fala, foi acusado de usar drogas.
Vilmar ficou revoltado com a ação dos policiais. “Eles entraram na construção aqui, ao lado de casa, e meu irmão estava ali. Ele sempre vai ajudar os pedreiros e trabalha de cobrador para minha telemensagem. Os pedreiros estavam fumando cigarro normal, mas ele nem estava fumando”, conta.
Conforme relata Vilmar, seu irmão Gilberto ficou muito assustado com a atitude dos policiais. “Eles entraram e já foram agarrando no pescoço. Quando viram que eles não estavam usando drogas, saíram e nem pediram desculpas”, diz. “Eu liguei para a polícia, mas eles disseram que é procedimento padrão.”
Para Vilmar, o combate às drogas precisa ser feito, mas deve ser conduzido com prudência. “Entendo que as drogas precisam ser combatidas, isso tem que ser feito. Mas não com esta violência que acaba agredindo pessoas inocentes que não têm nada a ver com a situação.”
Polícia
O major Walfrido Takasaki, da Polícia Militar, disse que a comunidade tem o direito de fazer reclamações. E que qualquer pessoa pode visitar o quartel para registrar uma ocorrência de insatisfação em relação ao comportamento de policiais militares.
“A legislação é bastante rigorosa e com especificidades sobre desvio de conduta de soldados”, comentou o major. “A unidade está aberta à comunidade e desde já agradeço o papel da imprensa por ser este canal de comunicação entre nós a população.”




