
A Polícia Civil de Santo Antônio do Sudoeste continua investigando a quadrilha que praticou um dos maiores roubos de bovinos do estado, ocorrido na semana passada, quando 144 cabeças de gado foram levadas de uma fazenda no interior do município. Os animais foram recuperados dois dias depois, no Noroeste do Estado, em um trabalho incansável de investigação dos policiais. Uma pessoa foi presa por receptação, os demais estão foragidos.
Tudo começou na terça-feira, dia 9, às 13h30, momento em que vários homens chegaram na fazenda e renderam o caseiro e sua família. Um deles ficou na casa vigiando a esposa e filho e outros dois saíram com o caseiro a cavalo para separar o gado. Selecionaram vacas e terneiros para engorda, que são mais fáceis de vender.
No outro dia, por volta das 7h20, cinco caminhões chegaram na propriedade para carregar os animais. Segundo informações, os caminhoneiros não sabiam que a carga a ser transportada se tratava de um furto, pois a quadrilha havia conseguido notas fiscais quentes de uma outra propriedade, o que simulava ser uma operação legal. Podiam inclusive parar em fiscalização na rodovia que não levantariam suspeitas. “Eles agiram muito rápido, quando foi 9h30, os caminhões já estavam em Realeza.”
No dia que praticaram o roubo, os bandidos disseram para o caseiro que estavam levando o gado como forma de cobrar uma dívida de seu proprietário. O dono não confirma tal versão. Diz que não tem qualquer tipo de débito, ainda mais com aquelas pessoas. “O caseiro disse que não viu eles com armas, mas eles fizeram várias ameaças”, contou o proprietário ao JdeB, por telefone.
O roubo vinha sendo planejado há pelo menos três meses. Todos os animais que foram levados para Umuarama já estavam negociados ao preço de R$ 1.850,00 a cabeça, portanto, o furto renderia ao grupo R$ 266.400,00. “Faz muito tempo que eu estou neste ramo e desconfiei que o gado seria levado para o Noroeste.
Lá é muito comum o roubo de animais, não em tamanha quantidade como desta vez, mas é muito frequente as quadrilhas agirem à noite, levando um ou dois caminhões carregados”
Todos os caminhões pararam em Umuarama, onde foram vendidas 34 cabeças. Lá os animais foram descarregados em um estabelecimento que faz leilões.
“Estranho porque receberam o gado sem uma nota específica. Era de Indianópolis que fica perto de Rondon e Umuarama.” As marcas nos animais ajudaram o proprietário a reconhecê-los. Para reaver, o dono ainda teve que desembolsar o valor do frete R$ 20 mil. Foi um trabalho de investigação que durou 40 horas. “Acompanhamos todo o desenrolar dos fatos, foi um bom trabalho da polícia que ainda continua e serve para as pessoas ficarem atentas.”





