Terminais devem receber R$ 6,1 bilhões em investimentos; no Paraná foram concedidos os terminais de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri.

Em leilão realizado na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), foram concedidos 22 aeroportos em 12 estados, arrecadando-se R$ 3,3 bilhões em outorgas. A concorrência foi feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em três blocos: Norte, Sul e Central.
Quatro aeroportos paranaenses, incluindo os aeroportos internacionais Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e das Cataratas, em Foz do Iguaçu, foram incluídos. O Bloco Sul, do qual os terminais paranaenses fazem parte, foi arrematado pelo valor de R$ 2,128 bilhões, um ágio de 1.534% da proposta inicial mínima de R$ 130,2 milhões.
O lance foi dado pela Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR.O governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) e o secretário estadual da Infraestrutura, Sandro Alex, acompanharam o leilão.
Além dos dois terminais internacionais, também serão concedidos pelos próximos 30 anos os aeroportos Governador José Richa, em Londrina, e Bacacheri, em Curitiba. A expectativa é que eles recebam investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão, com obras de ampliac¸a~o, manutenc¸a~o e explorac¸a~o da infraestrutura dos terminais.No Bloco Sul também foram relacionados os aeroportos de Navegantes e Joinville (SC), Pelotas, Uruguaian e Bagé (RS).
Bloco Sul, destaque
A sexta rodada de concessões aeroportuárias foi promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e contou com a negociação de 22 aeroportos em 12 estados brasileiros: Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
No total, o Governo Federal arrecadou R$ 3,3 bilhões com o leilão. Somente o Bloco Sul respondeu por 64% do valor total.O Ministério da Infraestrutura espera que os terminais, por onde circulam cerca de 24 milhões de passageiros por ano, recebam aproximadamente R$ 6,1 bilhões em investimentos.
Os leilões são promovidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em parceria com o Ministério da Infraestrutura. A expectativa é contratar R$ 10 bilhões em investimentos no setor de transportes para os próximos anos.
“Foi uma ousadia do Governo Federal lançar esses leilões num momento tão difícil. Temos um desafio no pós-pandemia que é a geração de emprego, então é necessário contratar investimentos, tendo em mente que em breve estaremos competindo com outros países do mundo em busca de ativos”, explicou o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura).
Paraná teve mais aeroportos leiloados
O Paraná foi o Estado com o maior número de aeroportos leiloados, com destaque para o Afonso Pena, o principal terminal negociado. Para o governador Ratinho Júnior (PSD) os investimentos na infraestrutura aeroportuária vão influenciar no desenvolvimento do Estado e na ampliação do turismo. “Uma boa malha área e estrutura aeroportuária fortalecem o desenvolvimento econômico de qualquer país e qualquer estado. O Paraná se consolida com alguns dos aeroportos mais modernos do País, em especial os regionais como o de Foz do Iguaçu, agora com a maior pista do Sul do Brasil”, afirmou.
Além do Bloco Sul, o leilão contou ainda com outros dois blocos: Central, com seis aeroportos nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, além do Tocantins; e Norte, com a participação de sete terminais de quatro estados do Norte do País.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, lembrou que a rodada envolvendo os aeroportos abre na B3 a Infra Week, uma semana dedicada a leilões de concessão que incluem também uma ferrovia e cinco áreas portuárias. Hoje, dia 8, acontece o leilão de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (BA) e amanhã, de áreas dos portos de Itaqui (MA) e Pelotas (RS).
Segunda rodada
Esta foi a segunda rodada de aeroportos realizada em blocos. Em 2019, durante a 5ª rodada, foram leiloados 12 aeroportos do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
O ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) havia ressaltado que o programa de concessões brasileiro é uma grande oportunidade para os investidores.
“Foi uma ousadia do Governo Federal lançar esses leilões em um momento tão difícil. Temos um desafio no pós-pandemia que é a geração de emprego, então é necessário contratar investimentos, tendo em mente que em breve estaremos competindo com outros países do mundo em busca de ativos”, explicou Freitas.
“O Bloco Sul foi muito importante nessa negociação, porque tem o Aeroporto Afonso Pena, que é bastante movimentado e antes da pandemia recebia dez milhões de passageiros por ano. O Aeroporto de Foz do Iguaçu também tem sua relevância, é o segundo principal destino turístico do Brasil, hoje”, acrescentou.





