Em 2016 ele concorreu e obteve 28% dos votos, ficando em 2º lugar

Maximino José Dors: “A política não era minha meta. Mas, agora, eu me coloco nessa posição;
me coloquei em 2016 como se fosse um trabalho a ser feito”.
Foto: Arquivo pessoal
Engenheiro e professor, Maximino José Dors, 65 anos, colocou seu nome à disposição do grupo político para concorrer novamente a prefeito de Realeza nas eleições de 2020. Ele está filiado no PSD do governador Ratinho Júnior. Em 2016, Maximino foi um dos quatro candidatos ao Executivo na disputa da eleição municipal — que reelegeu o prefeito Milton Andreolli (na época no PT; hoje, PSDB), que teve 3,7 mil votos, 34%.
Maximino, então no PSB, obteve três mil votos (28%), ficando em segundo lugar.
“Nunca foi minha intenção, nunca fez parte do meu plano de vida. A política não era minha meta. Mas, agora, eu me coloco nessa posição; me coloquei em 2016 como se fosse um trabalho a ser feito. Sinto como minha obrigação. Você olha e vê que, poxa, se eu não me dispuser a fazer, não posso nem criticar”, disse, em entrevista para a Rádio Clube de Realeza.
“Em 2016 foi uma experiência excelente. Costumo dizer que cursei minha segunda faculdade. O que eu aprendi, o que eu vi, o que a gente fez, o que a gente entendeu do meio político”, ponderou. Na época, a coligação “Realeza quer mais” (PSB / PV / PSC / PSD / SD / PR / PP) elegeu três vereadores.
“Quando você entra numa campanha, você se tornou líder daquele pensamento. Eu me tornei líder daquele pensamento de mudança. O que é fazer diferente? O maior susto que eu levei foi quando comecei a campanha passada e fui procurar um cara pra me falar de saúde. Ele começou a falar, apontou o dedo pra mim e disse vocês políticos. Quando eu pensei eu, político?, pensei: e agora? Porque temos essa consciência que na verdade é um conhecimento do político. Queremos fazer um trabalho honesto, tratar tudo muito bem. Fechar torneiras, dar proteção e apoio às necessidades e a quem merece realmente; a gente não é de se meter em algo que não seja política. Olha, as críticas políticas devem existir, as verdades devem ser ditas e eu as direi, eu as colocarei. As críticas que eu quiser fazer, vão sair da minha boca”, comentou
Realeza e o potencial turístico
“Eu conheço Realeza desde 1964. Meus irmãos moravam aqui, eu vim com a mãe de mão dada, num teco-teco, a gente dizia, num dia de festa. Eu conheci Realeza, saí com 12 anos pra estudar. Meus pais se mudaram pra cá e ficamos acompanhando Realeza até hoje. Estamos aqui e pretendemos ficar. Realeza tava explodindo, um poeirão, não tinha nada de pavimento, mas era aquela poeira, construção pra tudo quanto é lado, tudo de madeira. No início de 1970, 1971 fui pra Curitiba fazer o segundo grau”, lembrou na entrevista.
“Existe a indústria do turismo, um potencial de Realeza. Marmelândia é um polo que devemos aproveitar — e vamos aproveitar! Todo cara que vem do Oeste, que desce pro Sul, passa por Realeza, passa por Marmelândia. Temos duas pontes, eu acompanhei a construção da primeira. Passei na balsa várias vezes, a gente acompanhou a construção dessa ponte, considerada a maior obra de arte da América Latina. Temos aí um ponto estratégico, excelente pra gente obter fundos para Realeza.
Coronavírus
Sobre a pandemia do coronavírus, Maximino comentou: “Nunca mais vai voltar a ser o que era. O mundo será diferente, um caminho diferente daqui pra frente. Vamos enfrentar muitos problemas. A gente tá aqui se dispondo a ser pré-candidato e sabemos o que vem. Pós-pandemia, nós teremos a crise, a dificuldade. Mas vamos enfrentar”.
Reichembach no apoio
Pelo facebook, o deputado estadual Wilmar Reichembach (PSC) declarou apoio. “Você tem muita capacidade, será, com certeza, um grande prefeito em Realeza. Boa sorte! Estamos juntos na parceria agora e também na sua administração”, escreveu.






