Leitores comentam quais os quesitos que acham importantes.

Os eleitores estão cansados de “rostinho bonito”. “Não é concurso de beleza”, dizem alguns. Outros criticam a reeleição. Há quem ressalte a relevância da formação profissional. Afinal, o que você considera na hora de escolher um candidato a vereador? Confira algumas participações.
“Renovação, grau de instrução, comprometimento, preparo e comunicação, cultura e capacidade de legislar sem se vender”, responde Adriana Klein.
“Se já é, não voto; se pretende meu voto, observo as atitudes do dia a dia e suas propostas”, destaca Marione Caregnatto. Soeli Machado Souza também considera se as atitudes são boas.
“Sou contra reeleição. Renovação total a cada quatro anos. Eleger um time em que a cidade é o mais importante”, acredita Anthenor Hugo Urio.
“Eu nunca repito o voto, sempre voto em pessoas diferentes e em especial pra mulheres”, afirma Ivone Pastro Chioqueta.
“Não à reeleição, política não é profissão”, diz Luiz Carlos da Caz.
Compromisso com a fiscalização
“A função do vereador, além da fiscalização e aplicação da lei, é o compromisso em ouvir e transmitir as necessidades da comunidade, criando mecanismos de interesse coletivo. O que elege um vereador, além de sua conduta social, são os eleitores que se identificam com o compromisso assumido frente à solução dos problemas”, ressalta Sâmela Ize.
“Primeiramente, vereador tem que ter minimamente instrução para poder atuar na produção de projetos de leis. Afinal, essa é a função precípua do Legislativo. Além da sua formação acadêmica, procuro saber da sua índole, dos projetos que já se envolveu ativamente pela sociedade; também se não está buscando uma eleição simplesmente porque ‘precisa’ do ‘salário’ (independente de seu valor), porque infelizmente tem isso também. O cargo de vereador, assim como qualquer outro que envolva o servir ao público, precisa ser feito pensando na coletividade e sem qualquer favorecimento de alguns em detrimento de outros”, explica Franciele Malaguti Beltrame.
Ela acrescenta: “Também gostei de ver alguns candidatos que não usufruíram do fundo eleitoral. Na minha opinião, grande parte do fundo eleitoral acaba sendo destinado para a compra de voto. O candidato precisa de currículo para se eleger, não de fundo eleitoral para fazer sua campanha! Mas infelizmente isso é só um desabafo, uma realidade ainda distante na política brasileira”.
Partido e apoiadores
“O comportamento anterior ao pleito, pois mais vale atitudes que discurso”, responde Ricardo José.
“Defender a população em seus anseios e não ao prefeito. Fiscaliza o Executivo e propõe projetos que beneficiem toda a população e não a pequenos grupos”, comenta Waldiney Gomes de Aguiar.
“O que já fez pela sociedade”, resume Sandra Souza.
“Simpatia, simplicidade e honestidade no olhar. Candidato que cumprimenta olhando pra baixo, pra cima, e, não te encara, não confio”, opina Sergio Matos.
“O preparo dele mesmo, nem que seja somente em uma área específica. Saúde, educação ou segurança”, observa José Carlos Vieira.
“Eu dou valor àquele que não te oferece um vale de gasolina ou qualquer outra coisa. O Brasil está do jeito que está porque infelizmente o povo vota por mixaria e fica quatro anos sofrendo pela atitude dele mesmo”, diz Gilvan Oliveira, que ainda considera importante dar oportunidade para pessoas novas.
“É bem complicado. Se não os conhecemos pessoalmente, procuro então alguém que tenha uma formação escolar”, fala Karin Schramm Portugal.
“O partido e seus apoiadores dizem muito. Eles também irão tirar proveito do cargo, caso esse candidato se eleja. E infelizmente alguns partidos do Brasil são máfias e só pensam no poder”, desabafa Júnior Terra.





