Valéria, 21 anos, fez 501 votos, a segunda mais votada do PT.

Valéria Macagnan começou a campanha com 20 anos. Fez aniversário em outubro, chegando aos 21. E nas urnas, em 15 de novembro, obteve 501 votos, a segunda mais votada do PT (atrás apenas de Rogério Rech, 864). O partido, porém, não elegeu ninguém.
A candidatura nasceu dentro de um debate na Juventude do PT. A avaliação foi que o grupo precisaria apresentar um nome. E a Valéria foi a escolhida.
“Conversei com a minha família e todos me apoiaram, a partir daí, aceitei”, conta Valéria, que disputou com o número que foi da deputada Luciana Rafagnin (PT) quando ela concorreu à vereadora, em 1992 e 1996 — o 13.233.
A família, no caso, o pai, Itamar Schwingel, a mãe, Marisa Macagnan Schwingel, e a mana, Vanessa Macagnan Schwingel. “A Luciana disse que a campanha seria uma faculdade para a minha vida, e foi, eu cresci muito, conheci muita gente, conversei bastante”, comentou Valéria. “Vou continuar na luta, a juventude precisa ter seu espaço e nós vamos continuar, vamos cobrar trabalho da Câmara”, completou.
Participação da mulher
Além da pauta da juventude, Valéria defende a participação da mulher. “Precisamos do olhar da mulher na vida pública”, avalia. Nestas eleições, o eleitorado beltronense não elegeu nenhuma mulher.
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