Para conhecer a política do Paraná, um livro de Borges da Silveira

Borges da Silveira lança segunda-feira seu livro “Bastidores da Política ParaVnaense”, em evento na Assembleia Legislativa.
Dálie Felberg/Alep

Retratar a evolução do Paraná da década de 1960 até os dias de hoje é o objetivo do livro “Bastidores da Política Paranaense”, do médico e político Borges da Silveira, que será lançado oficialmente na próxima segunda-feira, 13, na Assembleia Legislativa.

O evento é organizado pelo presidente da Casa, deputado Alexandre Curi (Republicanos), e ocorre a partir das 18h, no Plenário. Ex-governadores e outras lideranças políticas prestigiarão o evento, que contará com sessão de autógrafos.

A obra é construída a partir das lembranças de Borges da Silveira, natural da Lapa, que testemunhou essa história – daí vem o “bastidores” do título. O vínculo do autor com a política começou justamente no início da década de 60, quando foi chefe de gabinete do Departamento de Assistência Técnica aos Municípios do Paraná (DATM), no primeiro mandato de Ney Braga à frente do Executivo paranaense.

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“Foi o governo que estruturou o Paraná para o desenvolvimento posterior”, avalia o escritor, destacando feitos como a fundação do BRDE, da Sanepar, da Celepar, entre outros.

A partir de então, Silveira percorreu também os corredores de Brasília e do interior paranaense: foi vice-prefeito de Pato Branco em 1976, elegeu-se deputado federal em 1978, reelegendo-se em 1982 e 1986. De 1983 a 1986, presidiu a Comissão de Saúde da Câmara Federal.

Foi deputado constituinte entre 1987 e 1988. De 1987 a 1989, atuou como ministro da Saúde do governo Sarney, quando criou o personagem Zé Gotinha, para citar algumas das funções exercidas por Silveira na política brasileira.

As memórias dessa trajetória alimentam “Bastidores da Política Paranaense”, dividido em cinco partes. Ao refletir sobre os objetivos da obra, Borges da Silveira destaca a necessidade de registrar esse período e fortalecer o paranismo.

“O Paraná tem um grande problema: falta identidade. É um Estado fantástico, que produz de tudo”, pontua. “Ainda assim, não há uma cultura paranista consolidada”.

Queda do governador

No livro, Borges comenta detalhes dos conchavos e articulações eleitorais da época, reconstruindo as eleições para governador do Paraná desde 1960.

Fatos que estremeceram a história política do Paraná, como a queda do governador Haroldo Leon Peres em 1971; também tem um perfil de cada governante a partir do depoimento pessoal de cada um.

O Legislativo também é tema da obra e a última parte do livro é dedicada à posição do Paraná no cenário nacional.

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