
Alep – A “Revolta dos Colonos” ou “Revolta dos Posseiros” foi lembrada na Assembleia Legislativa pelos seus 66 anos. Levante realizado por colonos e posseiros armados tem a data de 10 de outubro de 1957 como símbolo. Foi inaugurada uma exposição fotográfica do acervo do fotógrafo Oswaldo Jansen, documentos e de objetos da época por proposição do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSD) e Anibelli Neto (MDB) em atenção à lei que incluiu no Calendário Oficial o “Dia da Revolta dos Posseiros do Sudoeste do Paraná”.
Participaram da abertura, além dos deputados proponentes, presidente Traiano e de deputado Anibelli, os deputados Wilmar Reichembach (PSD) e Nelson Justus (União Brasil), o ex-governador Orlando Pessutti e o jornalista e escritor Ivo Antonio Pegoraro que utilizou o horário do Grande Expediente para um pronunciamento sobre as comemorações dos 66 anos da “Revolta”.
“A Revolta dos Posseiros é recente e muito densa. Na formação do povo paranaense, muitas decisões tomadas naquele tempo repercutem ainda hoje. O sucesso daquela revolta foi justamente, evitar o confronto. Ao contrário de outras revoltas que aconteceram no Brasil, que acabaram com muitas mortes este movimento foi muito raro na história e por isso nos orgulha pela maneira que souberam conduzir e isso criou uma politização da região e vemos até hoje a participação política do Sudoeste bastante forte”, explicou o jornalista Ivo.

Histórico
“Na década de 50, quando a região sediou este intenso conflito pela posse da terra, movimento que envolveu disputa de áreas agrícolas entre o governo federal, estadual, companhias de terras e posseiros nas cidades sudoestinas de Francisco Beltrão, Capanema, Pato Branco, Santo Antonio do Sudoeste e Dois Vizinhos; e cujas demandas sociais surgiram nas Glebas Missões e Chopim, na fronteira com a Argentina. Os colonos não sabiam a quem recorrer para pedir ajuda, pois, no campo político, contavam apenas com o Senador Othon Maeder em Brasília, e com o Deputado Estadual Anibelli. Ambos faziam uma ferrenha oposição ao governador Moises Lupion, o que possibilitou que tratassem a problemática dos colonos com toda atenção A insatisfação popular era tão grande, a ponto da população de Pato Branco pegar em armas e se sublevar, sendo que no dia 9 de outubro de 1957, aproveitando a ausência do prefeito, os posseiros tomaram conta da cidade; a notícia chegando em Francisco Beltrão fez com que os colonos também aderissem, tomando a cidade em 10 de outubro e sucessivamente outros municípios sudoestinos seguiram na mesma trilha.”






