SUDOESTE DO PARANÁ

Rogério Carboni torce para o governo estar unido na eleição


“Eu acho que temos três excelentes nomes, o Greca, o Guto Silva e o Alexandre Curi; eu acho que tem que sentar todo mundo numa mesa e se entender.”


Ontem no Jornal de Beltrão, Badger Vicari, Rogério Carboni e Adolfo Pegoraro. Carboni: “Temos muitos recursos disponíveis, não só no estado como na União. A gente tem que fazer com que isso se transforme em realizações. O Sudoeste tem muitos anseios, o Paraná tem muitos anseios, o Brasil tem muita coisa para ser resolvida”.
Ivo Pegoraro/JdeB

Titular da Secretaria de Desenvolvimento Social e Família do governo Ratinho Júnior (PSD), Rogério Carboni, de Capanema, fez um trabalho de alcance em todo o estado, e isso o credenciou a ser convidado pelo seu partido, o MDB, para a disputa eleitoral de 2026. Ele é pré-candidato a deputado federal. Nesta semana, fez um giro pelo Sudoeste e passou também pelo Jornal de Beltrão. Confira um resumo da entrevista.

Como está o MDB para a eleição?

Rogério – O MDB está na base do governador Ratinho Júnior. Não tem sentido nenhum não apoiar a candidatura do governo. O grupo do Ratinho tem que estar unido; não comungo de qualquer divisão; sou um vetor e um propositor desse entendimento, a gente tem candidaturas fortes, e a gente não pode brincar com isso, um governo que realizou muito, que pacificou o Estado. Eu sou Ratinho Júnior Futebol Clube, quem for indicado, eu vou estar junto.

E você gostaria que fosse quem?

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Rogério – Temos três excelentes nomes: O Rafael Greca, prefeito de Curitiba, passou incolume por toda a administração municipal, esse é um player importante; o Guto Silva, que é aqui do nosso Sudoeste [Pato Branco], que foi secretário de Cidades; o Alexandre Curi, excelente na administração da Assembleia Legislativa, vem devolvendo recursos, mais de meio bilhão de reais todos os anos para o volumoso caixa do Estado. Eu acho que tem que ver quem traz melhor essa unidade do grupo. Isso é muito importante.

No plano nacional, onde vai o MDB?

Rogério – O partido já tem indicação pela neutralidade na sucessão presidencial. Mas veja, vou fazer uma ponderação: o presidente Lula ganhou uma eleição polarizada, difícil, na eleição passada, vendendo a ideia de fazer paz política, de fazer integração num Brasil só, isso não aconteceu. A polarização continua.

O governador Ratinho poderia ser a alternativa?

Rogério – Para o meu desgosto, o governador Ratinho Júnior não é candidato a presidente da República. Ele poderia ser esse vetor dessa paz política, dessa união. A política não pode ser um fla-flu, não pode ser um Beltrão contra Pato Branco eterno. As pessoas querem resultado, a população quer que o dinheiro seja bem aplicado.

Como está a pré-campanha?

Rogério – Primeiro, a satisfação de poder representar, pelo menos parte do nosso Sudoeste. A região tem uma tradição muito grande de ter excelentes representantes. O Sudoeste é uma região politizada. Eu percebi e percebo que temos muitos recursos disponíveis, não só no estado como na União. O Sudoeste tem muitos anseios, o Paraná tem muitos anseios, o Brasil tem muita coisa para ser resolvida.

Sua experiência na Secretaria do Desenvolvimento Social e Família te dá experiência para pleitear a carreira política?

Rogério – Sim. Criamos o Fundo da Pessoa com Deficiência, com uma nova deliberação, agora de 10 milhões de reais para os municípios que têm fundo; 440 creches em construção ou em andamento; quase 200 Cras e Creas. Em 2022 tínhamos 696 carteirinhas do autista, que confere direitos, para o poder público também saber onde essas pessoas residem, etc. Agora, na nossa saída da secretaria, deixamos com mais de 50 mil carteirinhas. Então, que continue esse trabalho, acho que a gente mudou a cara da política do cuidado. Claro, tem muita coisa para ser mudado.

Como você avalia a política da Bolsa Família?

Rogério – Eu tenho falado aos quatro ventos que o Bolsa Família não pode servir para a família permanecer naquela condição. O melhor programa social é o emprego. Tem pessoa que vai precisar a vida toda do Bolsa Família, não tem problema nenhum. Mas você tem que estimular, enquanto poder público, que as famílias tenham uma independência, que elas queiram ter um salário 3, 4, 5 vezes maior. Não estimular que permaneça num determinismo social. Poder público tem o poder e quem tem o poder tem o dever de cuidar disso também.

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