Carne, feijão, laranja, ovos, papel higiênico… a todo momento chegam donativos para que os caminhoneiros mantenham a paralisação.

O produtor Altemir Lanfredini levou ovos a um dos pontos de manifestação.
Foto: Leandro Czerniaski/JdeB
Dezenas e, em alguns casos, centenas de caminhoneiros têm permanecido nos piquetes montados em diferentes pontos de rodovias. Pela região, cada ponto de concentração se mantém com a ajuda da própria população, que leva alimentos e produtos de higiene aos locais onde estão os manifestantes.
No trevo da Nórdica, em Marmeleiro, até uma cozinha completa foi montada. O local alimenta ao menos 100 motoristas que estão no local todos os dias, tudo organizado e feito com a colaboração da comunidade. O agricultor Altemir Lanfredini, de Linha Pocinho, levou centenas de ovos para o grupo na tarde de ontem: “A própria empresa a quem forneço os ovos solicitou para que déssemos esse apoio; fiz questão de vir trazer hoje e vou trazer mais durante a semana”. A maioria das doações vem de agricultores.
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Nos piquetes, a toda hora, chegam também carnes, frutas, feijão, arroz e alimentos diversos. O empresário Lourival Santos mantém uma pequena indústria em Francisco Beltrão e levou mantimentos no piquete montado próximo ao Posto Panorâmico, na PR-483. “A gente não concorda com a situação do País e sabe o quanto são importantes essas manifestações para contribuir com todos os setores, não só o de transportes”, diz.
Muitos dos manifestantes paralisados estão há centenas de quilômetros de casa; outros estavam com a família no trecho e resolveram parar como forma de apoio. Para um dos caminhoneiros, esse apoio da população está sendo importante para prolongar a paralisação na região: “Só temos suprimentos para muitos dias ainda porque estamos vendo essa solidariedade das pessoas”.






