Em vários municípios haverá atos com empresários e agricultores pedindo redução do preço dos combustíveis e em apoio aos caminhoneiros.

Em Capanema, manifesto realizado ontem à tarde reuniu caminhoneiros, agricultores, servidores públicos, empresários e até representantes das igrejas.
Entidades que representam o setor empresarial também estão aderindo às manifestações que iniciaram com a paralisação de caminhoneiros. Diversas associações comerciais da região divulgaram comunicados convocando atos em solidariedade ao protesto e contra o aumento de combustíveis.
“Convidamos todos os empresários, funcionários e população em geral”, diz nota da associação de Mangueirinha. Eles pretendem fazer uma carreata hoje cedo até o trevo de Palmas e convocam o fechamento do comércio até o meio dia.
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A Acimar, de Marmeleiro, também convidou lojistas a fechar os estabelecimentos entre as 10h e o meio dia e a se reunirem para manifestação próximo à Prefeitura. Em Dois Vizinhos, a concentração ocorre em dois pontos: no posto Lourenço e no trevo Bela Vista. Já Capanema realizou ato ontem à tarde com comerciantes, agricultores e caminhoneiros. As ACEs de Chopinzinho, Santo Antônio do Sudoeste, Realeza, Pranchita, Palmas, Salto do Lontra, Itapejara D’Oeste e São João também farão manifestações.
A Acefb, de Francisco Beltrão, não programou nenhum ato, mas numa nota de apoio às manifestações disse “entender que a sociedade brasileira está pagando um alto preço neste momento”.
Na tarde de ontem a Cacispar, que representa 36 associações comerciais da região, divulgou um manifesto solicitando a redução de tributos que compõem o preço dos combustíveis. “A elevação desenfreada, por exemplo, do óleo diesel, inviabiliza a atividade dos profissionais como a dos caminhoneiros, trazendo enormes consequências às empresas, aos consumidores e à economia, que tenta se recuperar após longo tempo de insucessos”, diz o material.
Amsop e Fiep se manifestam
A Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) emitiu uma nota se solidarizando às manifestações e disse que “está atuando para uma solução breve e que resulte em benefícios para a população”. A Fiep, que representa o setor industrial do Estado, também se manifestou e disse que apoia as reivindicações de transportadores, mas pede uma solução rápida para o impasse.
“É preciso encontrar soluções para o impasse, uma vez que o movimento começa a causar prejuízos relevantes para indústrias de diversos setores e empresas de outros segmentos da economia, além de gerar desabastecimento em várias cidades, penalizando a população. Neste momento, é fundamental que poder público e manifestantes encontrem meios para uma conciliação”, diz a nota da entidade.




