Casa em Verê exibe paixão de torcedor do Internacional

Casa em Verê exibe paixão de torcedor do Internacional

Salésio Mattei trouxe a bandeira do Internacional direto de Porto Alegre (RS).
Paixão está até no trabalho.

As carreatas para comemorar as vitórias do Internacional têm ponto de partida certo em Verê. É a casa de Salésio Mattei, de 48 anos, que exibe nas paredes, no teto e na calçada a paixão pelo time bicampeão da Libertadores da América. Um sentimento que não foi herdado do pai, gremista, mas que contagiou os filhos, a esposa e a própria mãe.

Como boa parte dos homens, o gosto pelo futebol começou cedo. Dos campos na comunidade de Planalto, Salésio guarda boas lembranças da bola entre os pés. “Meu pai era gremista e eu, pra ir contra, comecei a torcer pro Inter. Tinha os amigos, jogávamos bola e, desde pequeno, escutava os jogos no rádio”, lembra-se.

O tempo que morou no Rio Grande do Sul

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Há 11 anos, Salésio teve a oportunidade de morar no Rio Grande do Sul. Aceitou a proposta de trabalhar em uma empresa da família por quatro anos. E são desta época as suas melhores recordações; de momentos “vividos em casa”. “Eu sempre fui colorado. Mas no Rio Grande eu ia no Beira-Rio”, conta.

“Aqui a gente só escutava Grenal pelo rádio. Quando cheguei no estádio com o meu guri foi de chorar. Quando o time perde eu fico nervoso, mas quando ganha eu choro, eu sou muito emotivo. Fui várias vezes no Beira-Rio”, revela Salésio, que hoje trabalha com o empresário Zairo Ceccon.

A pintura da casa

A prova de fogo do amor pelo Internacional apareceu justamente no momento mais difícil. Enquanto a nação colorada comemorava um título gaúcho, o morador acreditava que o time poderia ir mais longe. “Eu voltei do Rio Grande em 2003. Em 2004 o Inter tava meio feio. E foi aí que eu pensei de arrumar a casa e pintei com as cores do Inter”, conta. 

E foi nesta época que, além da residência personalizada, Salésio filiou-se ao Sport Club Internacional. “Quando tive a oportunidade de visitar um padre que era daqui em Cachoeira do Sul, eu não sabia, mas ele tinha agendado pra ir no estádio. Neste dia pude entrar e ver melhor. Tenho carteirinha de sócio desde 2004.”

Para o vereense, o que fez aumentar a paixão pelo time foi o tempo de gaúcho. “Quando eu entrei no Beira-Rio a coisa se tornou mais forte”, testemunha.

“Agora está na hora de pintar de novo a calçada. Vou continuar a pintura porque o Internacional continua me dando muitas alegrias. É todo ano dois, três títulos”, risos.

Família companheira

Na família, hoje todos são colorados. “Minha mãe (Cassemira Mattei) tem 85 anos e é colorada, ela fica comigo assistindo jogo na sala. O sofá fica na frente da televisão. Quando o Inter ganha, nós saímos fazer carreata. O ponto de partida é aqui na minha casa.” Festa para comemorar as vitórias que assiste através dos canais da TV por assinatura.  

A esposa Maria Matei, 42, e os filhos Danieli, 15, e Diego Aguirre, 22, também compartilham com Salésio as emoções do futebol. O filho tem a homenagem ao Internacional até no nome. O jogador uruguaio Diego Aguirre vestiu a camisa colorada de 1988 a 1989.

Na alegria e na tristeza

“Eu costumo brincar com os meus amigos que minha relação com o Inter é como casamento, na alegria e na tristeza. E eu não tenho dois times”, resume Salésio sobre seu modo de acompanhar o futebol e torcer pelo Internacional de Porto Alegre.

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