Com medo da crise, empresários freiam investimentos

Presidente da Aceamp acredita que ano terá poucos avanços. ?Estamos receosos?, diz.

 

Prédio em construção no Centro da cidade, bem em 
frente à prefeitura municipal.

 

Até agora, a maioria das empresas, nos mais variados setores, mantiveram o ritmo de trabalho normalmente, apesar de certa cautela diante das previsões pessimistas para o desempenho deste ano. Contudo, a perspectiva é que o ano seja ‘morno’, sem investimentos significativos e ações tímidas por parte da maioria dos empreendedores. 

- Publicidade -

Assim aponta o empresário Neorides Ghisi, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Ampere (Aceamp). Para ele, tantos comentários e previsões sobre a fraca economia acabam forçando ainda mais o empresariado a se retrair. “Quando se fala muito em crise, automaticamente você se retrai, mas nem sabe se vai acontecer mesmo. Na verdade, se provoca um pouco a crise justamente pelo medo de que ela aconteça, aí todos param de gastar, param de investir, e a crise realmente acontece”, comenta.

Neorides cita como exemplo sua própria empresa. “Vejo por mim, eu queria investir aqui no mercado, ampliar o prédio, mas como estão falando em crise já não vou mais investir. Vou segurar o meu projeto por medo do que pode acontecer lá na frente”, revela.

Ampere, assim como os demais municípios da região, teve um forte desenvolvimento registrado nos últimos anos. Porém, desde o ano passado, conforme afirma o presidente da Aceamp, o município já sentiu que o ritmo estava reduzindo. “Em 2014, não foi aquelas coisas, foi um ano difícil, mas acho que 2015 tende a ser ainda mais complicado. Vem crescendo a situação, a dificuldade é cada vez maior. Lá em 2010 estava bom, veio vindo até 2013, e começou a mostrar um pouco mais a cara do que seria 2014 e 2015. A indústria está esperando o que vai acontecer, todos os empresários estão bem cautelosos. Janeiro não foi muito bom, agora vamos será no restante do ano.”

Indústria e construção se mantêm 
Neorides disse que acreditava que 2015 iniciasse com uma significativa queda no setor de construção civil. Mas não é o que se tem visto pelo centro e bairros do município. “Achei que iria diminuir mais neste início de ano, mas se retraiu muito pouco. Tem um prédio em construção em cada esquina, os bairros estão cheios de obras, estão inchados. Acho que este setor não vai cair muito por aqui, deve se manter, e isso é importante, porque gera muitos empregos e movimenta muito a economia”, aponta.

O empresário também destaca o bom desempenho da indústria no Município, que hoje possui um fortalecido parque industrial com várias marcas de destaque no mercado nacional. “Quem domina são as grandes produções, para nossa sociedade hoje é a indústria, linha moveleira, facção de confecções. Isso gera emprego e injeta dinheiro na cidade”, frisa.
Apesar da situação e das previsões, Neorides sugere que o empresariado não se retraia tanto, mas siga atento. “O empresário não pode se fechar, porque se parar vem outro e investe. É preciso achar o meio termo, buscar alternativas”, orienta. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques