Gado de corte nas pequenas propriedades é uma nova realidade para a Região Sudoeste

 

Durante o seminário sobre pecuária de corte em Pato Branco a abertura para a atividade na pequena propriedade foi a grande novidade; na foto, parte do público presente.

 

Pato Branco também sediou o encontro para a apresentação do programa “Pecuária moderna”, proposto pelo governo do Estado através da Secretaria da Agricultura, Emater e Faep. No encontro, perspectivas para o setor estiveram na pauta. Um dos aspectos interessantes foi que a pecuária de corte pode ser hoje uma alternativa para a agricultura familiar, em área de menos de 50 hectares, ou 20 alqueires.
Os seminários sobre o programa pecuária moderna estão sendo realizados nos polos regionais em todo o Paraná e em Pato Branco o que se viu foi a “desmistificação” de alguns temas, como o fato da pecuária de corte ser uma atividade apenas para grandes áreas.
Hoje a média das 156 mil propriedades com a atividade de pecuária de corte no Paraná é de 20 alqueires (50 hectares) e 110 cabeças.  “Diante desta realidade o projeto prevê que os pequenos proprietários passem a explorar a atividade como alternativa de renda. A ideia é retomar a produção paranaense, que, nos últimos dez anos, perdeu três milhões de cabeças”, destaca o zootecnista Luis Fernando Brondani, da Emater, e coordenador do projeto. 
“Quando a gente analisa a conjuntura estadual da pecuária de corte, observamos hoje que o pequeno produtor pode buscar na alternativa uma nova fonte de renda na sua propriedade”, disse. 
Qualquer produtor de dez, 12 alqueires pode entrar na propriedade, desde que use a tecnologia disponível, entregando no mercado um novilho precoce, de, no máximo, 18 meses. “É o que chamamos de pecuária de curta duração, que hoje é uma tecnologia paranaense sendo copiada pelo resto do Brasil.” Na visão do técnico, por limitações geográficas, o Paraná não poderá mais ser o maior produtor de carne  bovina do Brasil, mas com certeza poderá estar entre os melhores no quesito qualidade. A visão é compartilhada pelo presidente da Sociedade Rural Pato Branco, pecuarista Vicente Michaliszyn.
“O caminho é o incremento tecnológico para retomar a pecuária de corte no Estado”, destacou. “Hoje a média das propriedades que trabalham com o segmento se encaixa perfeitamente no perfil fundiário do Sudoeste”, acrescentou.  “Nós não podemos mais pensar no boi de 36 meses, nós temos que produzir carne, não produzir boi”. Um animal precoce com no máximo 24 meses, ou superprecoce, com no máximo 18 meses, ou hiper-precoce, com 12 a 14 meses, é o foco da pecuária moderna. A nova perspectiva é de retorno de uma atividade pecuária de corte moderna e competitiva, para se atingir uma produção de excelência no Estado. Na visão do presidente da Sociedade Rural Pato Branco, a região é pujante, tem solo, relevo e tecnologia para tornar a região um polo de excelência na produção de carne para o Brasil e para o mundo. “O que precisamos é abandonar aquela pecuária  velha, onde se largava o boi no pasto, e lá se esquecia dele, utilizando para a produção de carne a mesma competência que temos na produção de grãos”. 

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