Municípios recebem ajuda por causa da estiagem
Os municípios da microrregião de Francisco Beltrão e outros 11 da micro de Pato Branco vão receber ajuda do governo estadual para a conservação de fontes e nascentes. A verba que varia entre 40 e 80 mil reais foi anunciada no início de fevereiro, pelo governador Beto Richa (PSDB) e o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) Norberto Ortigara. É uma forma de compensar as perdas por causa da estiagem que castigou a agricultura e os produtores rurais da região. Segundo o chefe da Seab de Beltrão, Neri Munaro, os municípios têm até o dia 15 de abril. “Que é quando encerra o decreto de emergência. Mas todos vão receber o dinheiro, conforme a necessidade, para proteger suas fontes visando o consumo humano e animal nas propriedades rurais”, adiantou.
Medida emergencial
O próximo passo, mas que ainda está em discussão, é a instalação de um Sistema de Tubulação Profunda (STP), parecido com um poço artesiano, em todos os municípios do Sudoeste. “Mas isso está sendo visto tudo por Curitiba, demora um pouco mais”, comentou. Para Munaro, a medida é emergencial. “A questão é maior que só a estiagem. Acho que tem que começar a pensar na gestão das microbacias e na conservação do solo e das águas. Tem que pensar em captar toda a água da chuva. Temos que ter medidas de médio e de longo prazo”, analisa. “Até porque o consumo de água está aumentando na região.” Das 70 comunidades do interior de Francisco Beltrão, 50 possuem poço artesiano ou sistema de tubulação profunda. Com a compensação do governo estadual será possível atender mais uma comunidade. O município ainda estuda qual delas será beneficiada, já que as outras 20 comunidades que não possuem abastecimento foram bastante afetadas pela estiagem.
Água para as famílias
Denise Adamchuk, secretária de Agricultura, considera os poços uma forma de distribuição das águas no meio rural. “A água de tubulação profunda é para ser usada nas moradias, pra ter uma qualidade da água igual a da cidade, pra que o produtor possa tomar um bom banho e ter uma melhor qualidade de vida”, exemplifica. Mas a utilização dos recursos hídricos deve priorizar o volume superficial. “Temos que usar primeiro as águas superficiais de nascentes e cisternas. Esta água tem que ser pra abastecer bebedouros de animais e pra irrigação de plantações. E a água de tubulação profunda é só pra residência do produtor. Pra ele ter uma água potável disponível e com uma pressão boa”, comenta Denise.




