Alessandro diz que a rotina diária mudou com o coronavírus.
Por Júlio Cesar Alves
O caminhoneiro Alessandro Machado, 32, está na profissão há 13 anos e jamais esperava viver o que vive nas estradas durante a pandemia de coronavírus. Ele trabalha na Cerealista Fistarol e sua rota de viagem é, na maioria das vezes, a cidade portuária de Paranaguá, no litoral do Paraná. E comparando o antes com o agora, algumas práticas do dia a dia mudaram. Uma delas é algo comum para todos que é o uso da máscara e a higienização. A que mais chama atenção é encontrar restaurante para se alimentar.
“A gente vê várias empresas fechadas. Alguns restaurantes vendem o prato feito e todos exigem máscara. Eu procuro fazer a minha comida, por isso não sofro tanto com essa situação. A empresa orientou a gente e em todas as viagens tomo os cuidados de prevenção.”
Alessandro conta que sempre o destino final é o porto paranaense e quando sai de Ampere já existe o agendamento para descarregar. “Eu saio daqui sabendo o horário que preciso chegar. Agora, nessa época da pandemia, alguns procedimentos foram mudados como forma de precaução. Pra abrir uma cancela era pela digital. Agora é por um dispositivo que eles colocam no caminhão. Em outra situação, em vez da digital eles dão um cartão. Tudo pra evitar contato.”
Para ele o começo da pandemia assustou mais. Porém, mesmo assim agora ele tem receio do retorno para casa, pois mora com uma irmã e dois sobrinhos. “A gente se cuida sempre, mas o medo existe porque tem a família em casa,” alerta.
Festa de São Cristóvão
O santo protetor dos motoristas ganhou uma festa em Ampere para celebrar o seu dia, 25 de julho. Porém, em 2020, em virtude da pandemia, o evento terá apenas a programação religiosa. Alessandro diz que o importante é manter a missa e a procissão com a bênção dos veículos. Inclusive na edição de 2019 a imagem de São Cristóvão foi ornamentada no caminhão que ele dirige. “Foi um momento especial. Fiquei feliz em saber que a Fistarol tinha sido escolhida pra levar a imagem na procissão e mais feliz ainda por ser no meu caminhão.”






