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Uma luz no fim do túnel para as rádios de amplitude modulada (AM). É assim que pode ser descrita a possibilidade das rádios mais tradicionais de Francisco Beltrão e Pato Branco, Ampere e Santo Antônio do Sudoeste migrarem de AM para FM.
Estão pleiteando a migração as rádios Educadora e Princesa, de Francisco Beltrão; Celinauta, Cidade e Itapuã, de Pato Branco; Ampere, de Ampere; e Entre Rios, de Santo Antônio do Sudoeste.
Nestas duas consultas públicas ficaram fora as rádios Clube, de Realeza, e Educadora, de Dois Vizinhos. As rádios de Beltrão e Pato Branco, que têm maior potência, teriam decidido reduzir a potência e a classe na migração para FM, na faixa normal, de 88 a 108 MHZ, desde que não sejam incluídas na faixa estendida, que vai de 76 a 88 MHZ.
Para as rádios de maior potência e que vão migrar para FM também está acontecendo uma consulta pública na Argentina, Brasil e Paraguai, que vai até dia 9 de novembro. Na consulta pública, diretores ou engenheiros de outras rádios podem verificar se as sintonias e potência sugeridas para as emissoras candidatas à migração não serão afetadas. Se entenderem que a mudança pode afetar a transmissão e a sintonia, as outras rádios poderão contestar.
Adir Seleski, diretor da Rádio Princesa AM, acredita que agora há uma luz no fim do túnel. O empresário diz, no entanto, que o processo ainda será demorado.
Notícia boa para Beltrão
Se tudo correr bem, a Princesa FM deverá ser enquadrada como emissora categoria A3, com potência de 15 kilowatz. “Agora temos que esperar os resultados da consulta pública”, ressalta Adir. Talvez até o final de 2021 a mudança seja autorizada pela Anatel e o Ministério das Comunicações.
Apesar da demora, os sócios da Rádio Princesa já estão fazendo os projetos, verificando se o transmissor e a antena de FM ficarão no mesmo local, a aparelhagem necessária para a troca do estúdio. Cada emissora que conseguir a migração terá de pagar um valor pela concessão da faixa e potência para o governo federal. Adir explica que quanto maior a potência da rádio, maior o valor a ser pago. “Pra Beltrão é uma notícia boa”, destaca.
Aldir Vendruscolo, o Carrapicho, diretor de jornalismo e apresentador de programas na Rádio Itapuã AM, em Pato Branco, está bem otimista com a perspectiva de emissora migrar para FM. A rádio terá potência A2 e, por Pato Branco estar a cerca de 700 metros acima do nível do mar, as ondas podem ser captadas mais longe. Carrapicho acha que não haverá contestações na consulta pública. Ele acredita que até março a rádio já esteja em FM. Já estão sendo vistas as questões da torre, antena e novo transmissor para a Itapuã.
Rodrigo Hasse, diretor da Fundação Cultural Celinauta, que comanda as rádios Movimento FM, Celinauta AM e TV Sudoeste, prefere aguardar o resultado final da consulta pública para se manifestar. O JdeB tentou contato com o diretor do Grupo Educadora, Lucas Karam Araújo, mas ele não estava na rádio no momento em que foi feito o contato com a secretária.
Hélio Alves, diretor da Rádio Ampere AM, acredita que a mudança para FM deve acontecer até o final de 2021. “Estamos trabalhando, já estamos providenciando a estrutura”, adianta Hélio. A emissora já vem trabalhando para ter nova torre, antena e transmissor em FM. A Rádio Ampere, que foi inaugurada em 1980, tem potência de 5 kilowatz e passará a ter 3 kilowatz como FM.




