
Com ações voltadas para as áreas de conservação da biodiversidade e de desenvolvimento comunitário, a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – campus Realeza teve dois projetos selecionados pelo Programa Itaipu Mais que Energia. Ambos foram criados em parceria com a Associação de Proteção Animal de Capanema e o Instituto Sustentabilidade de Realeza e estão alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU).
Os dois projetos receberão cerca de R$ 1 milhão para a implementação das atividades que buscarão atender as linhas de atuação destinadas à conservação da fauna terrestre silvestre e à educação popular, conforme previsto pelo edital de seleção da Itaipu Binacional. O valor será utilizado para a aquisição de materiais de informática, equipamentos, veículos, entre outros insumos necessários para realizar o monitoramento de animais silvestres e a formação social e ambiental, como iniciativa de Educação Popular.
Sobre as parcerias formadas com as entidades, o diretor da UFFS de Realeza, o professor Marcos Antônio Beal, destaca o potencial inovador das ações, assim como o fortalecimento do desenvolvimento regional:
“A integração da UFFS em parcerias estratégicas, como a realizada com a Itaipu Binacional, representa um marco fundamental para o desenvolvimento regional sustentável. Essa sinergia entre uma das maiores geradoras de energia limpa do mundo e a Universidade potencializa ações que vão além da formação acadêmica, promovendo a capacitação técnica e social dos estudantes e da comunidade, alinhada à preservação ambiental.”
Animais silvestres
Desenvolvido em parceria com a Associação de Proteção Animal de Capanema, a ação prevê a participação de acadêmicos do curso de graduação em Medicina Veterinária e de mestrandos do programa de pós-graduação em Saúde, Bem-estar e Produção Sustentável da UFFS.
Os estudantes irão auxiliar no monitoramento e na proteção da população de onças-pintadas na região do Parque Nacional do Iguaçu, um dos últimos refúgios desta espécie na Mata Atlântica. O objetivo é contribuir com o Projeto Onças do Iguaçu, que atua desde 2010 na conservação da espécie e redução de conflitos entre comunidades e predadores.
O projeto inclui ainda a realização de atividades de educação ambiental em escolas dos 10 municípios lindeiros ao Parque Nacional do Iguaçu, entre eles Capanema, Capitão Leônidas Marques, Santa Lúcia e Foz do Iguaçu. As palestras e minicursos desenvolvidos abordarão a importância da coexistência entre a onça-pintada e os seres humanos, além de reforçar o engajamento das comunidades em ações de monitoramento, de proteção e de valorização da onça-pintada como espécie-chave do ecossistema.
A previsão é que sejam atendidos cerca de 200 participantes em projetos socioambientais, além de fomentar a colaboração com escolas de ensino médio, associações comerciais e prefeituras dos municípios atendidos.
“Empresários apontarão demandas reais do mercado; alunos receberão capacitação para transformá-las em soluções práticas; e os municípios criarão espaços físicos para abrigar esses projetos. O Fablab será o elo, oferecendo equipamentos, mentoria e infraestrutura para prototipagem”, detalhou Gois.






