Asma afeta 20 milhões de brasileiros

Enquanto para algumas pessoas o inverno é considerado a estação mais charmosa do ano, para outros, ele é sinônimo de crises de falta de ar e noites mal dormidas. Quem se encaixa neste perfil pode ser portador da asma, que já afeta cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo 20 milhões somente no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
O infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Jean Gorinchteyn, explica que a asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas e que os mais afetados são crianças, idosos e fumantes. “Durante o inverno, a umidade relativa do ar tende a baixar, o que colabora para o surgimento dos problemas respiratórios. Além da asma, outras doenças comuns nesta época do ano são as famosas ‘ites’, como a bronquite, rinite e sinusite, que são oriundas das narinas ressecadas”, afirma.
O médico diz ainda que um terço das pessoas com asma corre o risco de ataque fatal, porque quem possui problemas pulmonares como a asma, pode sobrecarregar o coração. E se, eventualmente, forem pessoas com outras patologias (pressão alta, placas de gordura nas artérias, etc.) podem correr o risco de infarto agudo do miocárdio. Segundo o Ministério da Saúde, a asma foi responsável por 38% das internações hospitalares por doenças respiratórias crônicas entre os anos de 2003 e 2013.
A asma ocorre por conta de um desconforto respiratório e dificuldade de respirar. Os primeiros grandes sinais são falta de ar e chiado no peito. O frio também colabora para o aumento da pressão arterial, o que eleva o risco de infarto. Por isso, ao primeiro sinal, a pessoa precisa procurar um pronto-socorro. 
Para evitar a asma durante o inverno, o ideal é evitar aglomerações, manter a hidratação, não permitir o ressecamento do nariz, evitar ou diminuir o cigarro e usar corretamente as medicações.

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