Saúde
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O consumo de oxigênio aumentou cinco vezes na UPA de Francisco Beltrão nas últimas semanas, disse ontem o prefeito Cleber Fontana. A demanda se elevou em paralelo ao aumento no número de casos de Covid-19, que teve uma aceleração nos três primeiros meses de 2021, mas especialmente em março.
Para suprir a necessidade do gás, usado para a ventilação mecânica, a Prefeitura viabilizou a instalação de uma usina de produção de oxigênio na unidade de saúde. Os equipamentos, comprados de uma indústria de Porto Alegre (RS), chegaram ontem e em dois dias devem entrar em funcionamento. A administração municipal investiu cerca de R$ 250 mil na aquisição dos aparelhos.
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“Aquele perigo eminente da falta de oxigênio nós eliminamos, porque a usina vai produzir uma quantidade que atende a UPA perfeitamente. Aumentamos em cinco vezes o consumo de oxigênio aqui na UPA, é preocupante”, disse Cleber, ao acompanhar a descarga dos equipamentos.
“Com a instalação da usina, a nossa UPA deixa de correr risco da falta de oxigênio também no futuro, pois será mantida em funcionamento de forma permanente, gerando tranquilidade para os pacientes e economia para a Prefeitura”, completou.
O espaço físico onde a usina está sendo instalada, com uma cobertura, foi construído por servidores da Prefeitura. A capacidade de produção será de 4,8 m³ de oxigênio por hora, suficiente para atender a demanda da UPA e fazer a recarga dos cilindros usados nas ambulâncias do município e dos cilindros das residências de pacientes acompanhados pela saúde pública.
35 leitos e 200 cilindros
Segundo a coordenadora da UPA, Adriana Manfredi, 35 leitos da unidade demandam de oxigênio e mais de 200 cilindros estão sendo usados atualmente — 79 por pacientes que dão alta, mas precisam continuar o acompanhamento em casa.
“O uso é muito grande e essa rede veio pra dar um alívio pra nós”, comentou Adriana.A UPA atende de 90 a 200 pessoas diariamente, além dos internamentos. Cerca de 80% dos pacientes são de Beltrão e o restante, de municípios vizinhos que têm a unidade como referência.
“São sete municípios que a referência deles pra urgência é aqui, desde quando foi implantada a UPA; por exemplo, em Marmeleiro, Renascença, quando a unidade de saúde não consegue resolver, a referência deles é a UPA”, explicou o secretário de Saúde Manoel Brezolin.
Mas, de acordo com Brezolin, com o aumento na demanda, a UPA se tornou, praticamente, um hospital.
“Esperamos que, com a redução de casos, a gente volte àquela ação inicial, que era só de receber o paciente, estabilizar e devolver pra casa ou encaminhar para o hospital. Não é pro paciente ficar aqui aguardando, mas, como nesse momento os hospitais estão superlotados, a UPA acabou fazendo essa função e nós tivemos também que adaptá-la pra isso, com respiradores, com equipe, com estrutura física, várias questões, pra dar conta do recado nesse momento.”
*Com informações da assessoria.
Outros municípios instalam usinas de oxigênio
A necessidade de instalação de usinas de oxigênio hospitalar mobilizou diversos municípios da região Sudoeste. O Consórcio Intermunicipal de Saúde (Conims) viabilizou a compra para atender Clevelândia/Mariópolis, Mangueirinha e Coronel Vivida.
Segunda-feira, 29, os equipamentos chegaram em Mariópolis e serão usados em parceria com Clevelândia. O investimento foi em torno de R$ 298 mil e inclui compressor de ar, dimensionamento de consumo, central de tratamento de ar comprimido medicinal, secador de ar comprimido por refrigeração, observador de oxigênio, analisador de gás e reservatório de oxigênio. A usina tem capacidade de produzir 112 litros de oxigênio por minuto.
“Para salvar vidas, não mediremos esforços. Deixar a população mais tranquila e fazer o que está ao nosso alcance é nosso dever e obrigação. Estamos trabalhando com calma, adquirindo tudo o que for necessário ao bom desempenho de nossos profissionais e ainda com ações importantes, como conscientização, fiscalização e vacinação”, disse o prefeito de Mariópolis, Mario Paulek.






