Durante a campanha Outubro Rosa, o número de exames aumenta de 1.200 para 2 mil. A maioria das consultas é para os casos de câncer de mama e colo de útero.

fazer os exames preventivos.
No Brasil, o câncer de mama mata, a cada ano, mais de 6.500 pessoas, segundo dados do ministério da saúde. Esta é a primeira causa de morte por câncer no sexo feminino, principalmente nas mulheres entre 45 e 55 anos. No Paraná, e na região Sudoeste, não é diferente. O médico oncologista Daniel Rech, do Ceonc de Francisco Beltrão, garante que a situação se agrava cada vez mais, e a principal causa, na opinião do especialista, é a falta de prevenção e informação das mulheres. Outros fatores são o aumento da idade, dieta rica em gordura, início precoce da menstruação, menopausa tardia, não ter filhos ou tê-los depois dos 30 anos. Não há comprovação científica da hereditariedade do câncer de mama, mas a recomendação é de atenção para o histórico de câncer na família.
Os médicos aconselham que as mulheres façam pelo menos uma mamografia a cada dois anos, a partir dos 40, e, após os 50, uma a cada ano, além do autoexame todo mês, logo após o período menstrual. No caso de mulheres que não menstruam mais, alguns médicos aconselham que elas marquem uma data no calendário e sigam à risca. O médico Daniel Rech afirmou que, a partir dos 35 anos, qualquer mulher pode se submeter ao exame, de forma gratuita, com o objetivo de prevenção. No entanto, segundo o médico, o aparelho fica parado, sem mulheres para fazer o exame. “Depois de realizado o exame, o resultado é avaliado por mim. Se tiver alguma anormalidade, a paciente recebe todo o acompanhamento necessário de uma equipe médica qualificada”, disse o ancologista.
Autoexame
A própria mulher pode detectar se existe alguma diferença quando fizer o autoexame. Qualquer sinal de anormalidade como nódulos, manchas, secreções, sangramento e retração dos mamilos, serve de alerta para o câncer de mama ou não. “Percebendo qualquer um deles, procure imediatamente o médico para um diagnóstico correto e mantenha a calma, lembrando que nem sempre os sintomas indicam que você tem câncer. Mas, se for constatado um tumor, o único exame capaz de confirmar definitivamente se ele é benigno ou maligno é a biópsia, que é a retirada de uma amostra de tecido.”
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de cura, mas, infelizmente, 70% dos casos que chegam aos hospitais especializados encontram-se em estado avançado, o que é o maior empecilho para a cura definitiva. A demora no diagnóstico dá tempo para o câncer se alastrar, criando a terrível metástase, quando algumas células cancerosas se desprendem do tumor e se desenvolvem em outros lugares do organismo, originando novos tumores.
O tratamento
Muitas vezes o problema é solucionado com uma cirurgia conservadora, que faz a remoção do tumor e do tecido próximo, seguida por radioterapia, que é o tratamento mais utilizado para tumores localizados, embora cause sérios danos ao tecido saudável que esteja próximo ao tumor.
A quimioterapia é um tratamento mais radical; sua função é destruir as células cancerosas e impedir o crescimento delas. A frequência e a duração variam de acordo com o estágio da doença e as limitações do próprio corpo. Os efeitos colaterais mais frequentes são náuseas, vômitos, feridas na boca, febre, diarreia, alterações no ciclo menstrual, queda de cabelo, alterações na pele e nas unhas. Todos eles, porém, são temporários e costumam desaparecer logo após o fim do tratamento ou mesmo durante, quando o melhor a se fazer é levar uma vida o mais próximo da normal, incluindo aí trabalho, exercícios e sexo.
É importante evitar o álcool, o uso de outros medicamentos e procurar manter uma alimentação saudável. A paciente bem alimentada reage melhor aos efeitos colaterais e tem menos predisposição a infecções. Em alguns casos, quando o tumor já mede mais de 3cm é feita a mastectomia. Nela é retirada totalmente a mama com câncer, acompanhada ou não dos músculos próximos e da gordura axilar, onde estão os gânglios linfáticos, que também devem ser retirados, pois normalmente ficam comprometidos. Existem casos em que a mastectomia é realizada porque a paciente se recusa a permanecer com a mama que já teve tumor ou, por alguma razão, não pode dar continuidade ao tratamento complementar.
Grupo Mão Amiga
O maior medo das mulheres é descobrir que têm câncer. Entretanto, se for realmente constatado, tanto a paciente quanto os demais familiares recebem assistência psicológica especializada do Grupo Mão Amiga. São mulheres que trabalham voluntariamente no auxílio das mulheres com câncer.
Sueli Mazzetto, voluntária do grupo, afirma que a doença se agrava quando a paciente fica em casa, depressiva, sem poder de reação. Nestas ocasiões o grupo Mão Amiga oferece acompanhamento da psicóloga para todos os membros da família e atividades de entretenimento durante o tratamento e pós.
*Com algumas informações da internet.




