Ministério da Saúde confirma 448 casos de febre amarela

Casos foram registrados em 188 municípios de 8 estados brasileiros, mas nenhum da região Sul.

 

Aedes aegypti é o transmissor da doença.
Foto: freepik.com

 

O Ministério da Saúde atualizou as informações repassadas pelas secretarias estaduais de Saúde sobre a situação da febre amarela no País. Até esta sexta-feira, 17, foram confirmados 448 casos da doença. Ao todo, foram notificados 1.561 casos suspeitos, sendo que 850 permanecem em investigação e 263 foram descartados. Dos 264 óbitos notificados, 144 foram confirmados, 110 ainda são investigados e 10 foram descartados.
De acordo com os dados registrados, os casos confirmados foram registrados em 188 municípios brasileiros, distribuídos nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte e Goiás. 
O Ministério destaca ainda que a vacinação de rotina para febre amarela é ofertada em 19 estados (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) com recomendação para imunização. Vale destacar que na Bahia, Piauí, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a vacinação não ocorre em todos os municípios. 

- Publicidade -

Doses extras
Desde o início deste ano, o Ministério da Saúde tem enviado doses extras da vacina contra a febre amarela aos estados que estão registrando casos suspeitos da doença, além de outros localizados na divisa com áreas que tenham notificado casos. No total, 17,49 milhões de doses extras foram enviadas para cinco estados. Além disso, foram distribuídas, desde janeiro deste ano, 3,6 milhões doses da vacina de rotina para todas as unidades da federação. 
Atualmente, 254 municípios dos cinco estados prioritários (SP, MG, ES, RJ e BA) com intensificação de vacina estão com cobertura vacinal acima de 95%. Em 2016, esse número era de apenas 58 municípios.
Devido ao surto atual registrado em algumas regiões de mata, principalmente na região Sudeste, o Ministério da Saúde elabora um plano estratégico para garantir a aquisição de 70 milhões de doses da vacina, garantindo o abastecimento durante todo o ano. 

Medidas adotadas
Outra frente de apoio do Governo Federal aos estados é o envio de equipes multidisciplinares de vigilância nos municípios mais afetados, nos estados de MG e ES. Essas equipes atuam desde o início das notificações dos casos na investigação domiciliar dos casos notificados com pacientes ou familiares e auxiliam na capacitação de equipes municipais para investigação dos casos. Esses técnicos do Ministério também ajudam na intensificação das ações de controle vetorial e no monitoramento dos macacos nas regiões afetadas. O Ministério da Saúde também enviou equipes da Força Nacional do SUS para auxiliar no atendimento aos pacientes com suspeitas de febre amarela em Minas Gerais.

Análise dos macacos
Sobre os estudos do Instituto Evandro Chagas (IEC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) relacionados às análises de macacos mortos de outubro de 2016 na capital fluminense, o Ministério da Saúde informa que os estudos estão em análise e diferem nas amostras e métodos utilizados. Qualquer um dos resultados, no entanto, não interfere na estratégia adotada pelas secretarias de Estado e do município do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério de Saúde. Afinal, não há evidência de circulação do vírus da febre amarela na cidade do Rio de Janeiro. As amostras são de outubro de 2016 e, de lá para cá, não houve casos de febre amarela entre humanos nem outros casos de mortes de primatas não humanos (PNH) na capital fluminense. Ainda, vem sendo realizado a análise de mosquitos e nenhum deles apresentou o vírus.
A ação, portanto, permanece a mesma, com o objetivo da ação conjunta do Ministério da Saúde, Estado e municípios de vacinar toda a população fluminense, sendo, na primeira etapa, 55 municípios prioritários para vacinação. Para isso, já foram enviadas 2,05 milhões de doses.

Em Beltrão
A procura por vacinas contra a febre amarela foi maior em janeiro e fevereiro deste ano no comparativo com o primeiro bimestre de 2016. Segundo informações do setor de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Saúde de Francisco Beltrão, foram mil doses aplicadas em janeiro e pelo menos outras 400 no mês de fevereiro. A procura pela imunização foi intensificada depois do ocorrido no Estado de Minas Gerais no início do ano. O Paraná é considerado zona de transição e as autoridades estão monitorando a situação com bastante cautela. Os municípios têm reforçado o trabalho de vacinação contra a febre amarela na rede pública de saúde.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques