No País, a taxa de prematuridade, em 2017, foi de 10,9% dos bebês nascidos vivos. No Paraná, 10,1%; e na área da 8ª Regional de Saúde, também 10,1%.

Em todo o mundo, cerca de 30 milhões de bebês nascem prematuros, com baixo peso ou adoecem logo nos primeiros dias de vida. Em 2017, em torno de 2,5 milhões de recém-nascidos morreram nos primeiros 28 dias de vida, a maioria por causas evitáveis. Cerca de 80% dessas crianças tinham baixo peso ao nascer e em torno de 65% eram prematuras. As informações são de um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, a taxa de prematuridade (gestação com menos de 37 semanas), em 2017, foi de 10,9% dos bebês nascidos vivos. No Paraná, 10,1%; e na área da 8ª Regional de Saúde, também 10,1%, ou seja, o índice da microrregião é muito parecido com o percentual nacional. Mas, segundo dados da Pastoral da Criança, a situação está se agravando. De acordo com o Sistema de Informações de Nascidos Vivos, do SUS e Ministério da Saúde, no Brasil nascem 931 prematuros por dia ou 40 por hora, o dobro do índice de alguns países europeus.
Fatores evitáveis
Os fatores que podem levar ao parto prematuro são ausência de pré-natal, fumo, álcool, drogas, estresse, infecções do trato urinário, sangramento vaginal, diabetes, obesidade, baixo peso, pressão alta ou pré-eclâmpsia, idade materna, entre outros. A prematuridade é uma das principais causas de mortalidade infantil e tem sido objeto de várias pesquisas de saúde.
Trabalho incessante
Segundo a enfermeira Ana Letícia Pinto, do setor de Atenção Primária da 8ª RS, há uma preocupação muito grande para que as gestantes tenham todo o acompanhamento preconizado pelo Ministério da Saúde. De acordo com Ana Letícia, o trabalho feito na região ajudou a reduzir índices como a mortalidade materno-infantil. A Regional realiza ações para qualificar a atenção à saúde materno-infantil, através de capacitações, oficinas e reuniões técnicas, abrangendo os níveis de atenção primário, secundário e terciário, com os 27 municípios pertencentes à 8ª Regional de Saúde.
Orientação sobre doenças da gestação
Neste ano, por exemplo, já foram desenvolvidas oficinas de aleitamento materno e manejo de doenças específicas da gestação com médicos, enfermeiros, dentistas e nutricionistas da região, além de reuniões técnicas entre 8ª Regional de Saúde, Hospital Regional do Sudoeste, Associação Regional de Saúde do Sudoeste e secretarias municipais de Saúde, com o intuito de discutir as fragilidades, propor e desenvolver medidas para o avanço e qualidade no cuidado prestado as mulheres e crianças.
Mães muito jovens
A médica pediatra Wemilda Fregonese Feltrin, que foi responsável pelo Programa Mãe Canguru na Policlínica São Vicente de Paula, há mais de 10 anos, lembra que a prematuridade também está ligada ao fato de que há muitas mães adolescentes, que ainda não têm o organismo preparado para a gravidez. Há também um consumo alto de drogas lícitas e ilícitas, que influenciam negativamente na gravidez. Conforme Wemilda, as causas da prematuridade são evitáveis e, apesar da melhora dos índices, ainda há muito para se avançar. O método mãe canguru é uma técnica de atenção do recém-nascido em situação de baixo peso ao nascer ou prematuridade que se fundamenta no contato pele a pele entre a mãe e o bebê.






