Novos casos de tuberculose são detectados pela saúde pública na microrregião

 

 

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O número de pessoas com tuberculose apresenta um quadro estável, mas é preocupante. A opinião é do chefe da 7ª Regional de Saúde de Pato Branco, Nestor Werner Júnior, que esteve na Câmara de Pato Branco, segunda-feira, 25, a convite da vereadora Leunira Viganó Tesser (PDT), quando falou a respeito dos casos da doença e o sistema de prevenção. A área de abrangência é 15 municípios, com uma população estimada em 250 mil pessoas.
A doença infectocontagiosa, ressaltou Werner, é causada por uma bactéria Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch (BK), que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos. 
A infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias. Uma das medidas preventivas, salienta o médico, é a vacina BCG. A faixa etária a ser imunizada é de 0 a 4 anos – sendo obrigatória para menores de 1 ano.  
Pelos dados, em 2014, foram registrados 17 casos novos de tuberculose em municípios da microrregião. Conforme a RS, o município de Pato Branco é o que vem registrando o maior número de pessoas com a doença.  Werner acredita que existe um silêncio epidemiológico, o que enseja muito trabalho das equipes que atuam no setor, visando detectar precocemente a doença, isto é, no início do aparecimento dos sintomas, tosse por mais de três semanas e com escarro, fraqueza e febre, normalmente no final do dia. A principalmente fase de prevenção é no início da vida, o recém-nascido deve receber a vacina BGC. 
Na região de Francisco Beltrão foi detectado um aumento de casos desta doença. Conforme matéria veiculada dia 26 de maio, pelo JdeB, foram 15,5 casos diagnosticados a cada 100 mil habitantes, interrompendo uma curva descendente que apontava 19,2 casos em 2004, chegou a 22,6 em 2005, mas que caiu até os 11,1 casos em 2013.
Esse índice pode ser ainda maior por conta da dificuldade no diagnóstico precoce. “Os sinais e sintomas iniciais da hanseníase costumam ser pouco expressivos e geralmente não são valorizados pelas pessoas”, lembra Jovânia Maria Carletto, médica do ambulatório de hanseníase do Centro Regional de Especialidades (CRE).

 

De 2007 a 2014

Pato Branco ___________________ 76 
Palmas ________________________ 39 
Mangueirinha ___________________ 14
Coronel Vivida __________________ 22 
Itapejara D’Oeste ________________ 13
Bom Sucesso do Sul _____________  2
Chopinzinho  ____________________  6
São João _______________________  1
Saudade do Iguaçu _______________  3
Sulina __________________________  2
Vitorino _________________________  3
Clevelândia  _____________________  8 
Coronel Domingos Soares __________  7
Honório Serpa ___________________  3
Mariópolis _______________________  7  

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