Regiões Sul e Sudeste têm altos índices de câncer

Alimentação inadequada e estresse são alguns dos fatores para o surgimento de casos de câncer.

 

A médica Lilian Medina em palestra para empresários. 

 

“É o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no Brasil e no mundo. É também o segundo tipo de câncer mais frequente respondendo por 25% dos casos novos a cada ano”. Com essas afirmações, a médica Lilian Figueira Medina, especialista em ginecologia, obstetrícia e mastologia abriu o Café Acefb de terça, 27 de outubro, na entidade empresarial, com o tema “Câncer de mama: causas, sintomas e tratamento.”
Além das mulheres que participaram da reunião, homens – empresários e autoridades municipais – ouviram atentamente as informações, visto que, segundo Lilian, o público masculino também pode ser acometido pela doença. “São raros e representam apenas 1% do total de casos de doença.”
Um dos fatores negativos para o surgimento de tumores é a região geográfica onde as mulheres residem. As regiões Sul e Sudeste apresentam índice maior de casos da doença se comparado, por exemplo, com a região Nordeste. “O dia a dia é diferente dessas mulheres. A alimentação inadequada, a vida agitada (estresse), a obesidade das mulheres do Sul e Sudeste, além de outros fatores influenciam no aparecimento da doença”, explica dra Lilian.
De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) devem ser diagnosticados 57.120 novos casos de câncer de mama no País em 2015. Somente em 2013 foram 14.388 mortes, sendo 181 homens e 14.207 mulheres.

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Riscos e fatores
Dra Lilian reforça que o câncer de mama é uma doença genética, ou seja, é necessária uma alteração em um ou mais genes no ser humano. Outro fator é o aumento do peso, que está associado a um maior risco de câncer de mama, sobretudo em pacientes após a menopausa. “Quando a mulher entra na menopausa, os ovários param de produzir estrogênio, que é o principal hormônio envolvido no desenvolvimento da doença.”
Para uma vida mais saudável e consequentemente com menos chances de o câncer aparecer, a médica recomenda evitar a ingestão de carne vermelha, queijos “gordos”, açúcar, alimentos que contenham açúcar, arroz branco, pão branco, enlatados, alimentos embutidos e processados. “Recomendo cinco porções de frutas por dia, além de verduras, arroz integral, cereais e derivados de soja. Peixe e frango também é recomendado. Além disso, evidências científicas dão conta de que a atividade física diminui o risco de câncer, incluindo o de mama. A recomendação é que se faça exercício moderado a intenso pelo menos cinco vezes por semana.”

Fatores inevitáveis
Dificilmente você não conheça uma pessoa que tem ou teve câncer na família. Dra Lilian avisa que o fator familiar pode ser determinante para o surgimento da doença. “A importância é maior em parentes de primeiro grau como mãe, irmã ou filha (pai, irmão ou filho). O risco é duas vezes maior para mãe ou irmã. Sabe-se que os cânceres hereditários ocorrem em menos de 30% dos casos, ou seja, 70% dos cânceres são esporádicos.”

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade a incidência do câncer de mama cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

 

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