No Dia Nacional de Combate à Asma, o médico pneumologista Redimir Goya fala sobre a doença.
Hoje é o Dia Nacional do Combate à Asma. A data busca lembrar dos cuidados para quem convive com a doença, além de alertar sobre os sintomas que podem indicar o diagnóstico. A doença crônica, também conhecida como bronquite asmática, é uma inflamação nas vias aéreas (brônquios) que conduzem o ar para os pulmões. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 300 milhões de pessoas sofrem da doença no Brasil.
A asma pode atingir pessoas de qualquer idade, mas geralmente são identificadas nos anos iniciais das crianças, principalmente quando a causa é genética. O diagnóstico é confirmado após exames como o de sopro espirometria. Nem sempre a causa da asma é a genética. Atentar-se para o dia a dia pode ajudar a identificar a doença.
Alguns fatores desencadeiam a doença, dentre os mais comuns estão contato constante com substâncias alérgicas, ácaros, poeira, mofo, tinta, produtos de limpeza, fumaça, inclusive de cigarro, além da variação climática. “A asma é uma doença crônica, que se apresenta como períodos de falta de ar, tosse, chiado no peito. Mais comum nas crianças, mas pode se manifestar em qualquer idade. Frequentemente associados a quadros de alergia respiratória. É uma doença que apresenta uma ampla gama de variedades, sendo que existem pacientes com poucos sintomas e outras com quadros mais graves, que necessitam uso de medicamentos diários para seu controle”, explica o médico pneumologista Redimir Goya, da Clínica de Doenças Respiratórias de Francisco Beltrão.
Segundo dr. Goya, devido à variabilidade de seus sintomas, existe uma grande parcela da população que é asmática, mas não tem conhecimento de sua doença. “Esta doença é muito confundida com outras patologias pulmonares, como a bronquite, por exemplo. A asma, se não tratada de forma adequada, tende a piorar seus sintomas e a cronicidade. O seu tratamento varia de paciente para paciente e até mesmo conforme a época do ano”, destaca o médico.
Medidas cotidianas que ajudam no tratamento
Apesar de não ter cura, existem tratamentos eficazes que garantem um convívio confortável com a doença. A orientação é inicialmente aplicar medidas no comportamento, como manter a higiene ambiental, o local sempre livre de fatores desencadeantes, evitar tapetes, cortinas, passar pano úmido, boa alimentação, atividades físicas regulares, consumo de água e dormir bem. Com a chegada do inverno, é comum as crises aumentarem, isso se deve a vários fatores, as pessoas ficam mais enclausuradas em ambientes fechados, com pouca ventilação, que tendem a acumular mais ácaros. Para isso é importante manter o ambiente bem ventilado, com pouco mofo.
Dr. Goya destaca ainda outras doenças respiratórias que merecem atenção no inverno, como a pneumonia. Ele reforça que a pneumonia é uma inflamação do pulmão, normalmente causada por agentes virais ou bacterianos. Pode acometer qualquer indivíduo, mas é mais frequente em crianças, idosos, tabagista, alcoólatras, pacientes portadores de doenças pulmonares, cardiológicas ou neurológicas que estão acamados. “Ocorre mais neste período do ano porque pode ser consequência de outras patologias respiratórias que incidem mais nesta época do ano. Geralmente, o paciente apresenta queda do estado, perda do apetite, indisposição, tosse, catarro, falta de ar, febre alta, dor torácica anterior ou posterior”, esclarece.
O médico orienta que a pessoa procure sempre uma avaliação profissional ao perceber irregularidades, pois uma pneumonia pode ser fatal. “O tratamento envolve antibióticos, antitérmicos e, às vezes, oxigênio. Para a sua prevenção devemos ter os mesmos cuidados em relação à gripe: boa dieta, adequada hidratação, uso da medicação corretamente e atividade física. Para alguns casos existem vacinas que podem ser de grande utilidade”, afirma dr. Goya. *Com informações de assessorias.




