Comprador deve ficar atento às identificações de peças na hora de negociar um usado

Este é um dos problemas mais comuns encontrados em vistorias em Francisco Beltrão.

Mais de 80 itens são verificados na vistoria do IBPA.

Foto: Leandro Czerniaski/JdeB

Quem pretende comprar um carro usado sem se incomodar depois precisa analisar mais do que o estado de conservação e a parte estética. Às vezes um carrinho bonito pode ter alguma pendência ou restrição que só são apontadas na hora de transferir ou cotar o seguro. Por isso, serviços como a vistoria cautelar estão sendo cada vez mais requisitados na região, oferecendo mais segurança tanto pra quem está vendendo quanto pra quem está comprando.

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“A vistoria não avalia o valor do bem, mas aponta eventuais problemas que possam existir relacionados à estrutura, reparos na lataria, numerações de peças, documentação, passagem por leilão e pendências judiciais. Essas informações são importantes pra quem tá comprando, mas principalmente pra quem está vendendo um carro e quer ter segurança de não ser responsabilizado futuramente”, comenta o perito Alexsandro “Sandro” Ferreira, proprietário do IBPA Francisco Beltrão (Instituto Brasileiro de Perícia Automotiva). Boa parte da clientela de Sandro é formada por lojistas que fazem a vistoria antes mesmo dos carros darem entrada em seus estoques para serem revendidos.

Um dos principais problemas apontados nas vistorias do IBPA – que realiza cerca de 250 procedimentos por mês na região – é a remarcação ou lixamento de numerações de peças. O mais comum é o lixamento da identificação dos vidros, mas também há casos de remarcação feita de forma incorreta no câmbio e motor. É que muitas vezes compensa mais ao proprietário comprar estes componentes em lojas de peças usadas do que reparar, mas é preciso ter procedência e realizar o processo junto o Detran no caso de chassi, motor e caixa. “São medidas pra coibir o uso de peças roubadas e na maioria das vezes esse tipo de alteração impede a transferência do carro”, comenta Sandro.

A vistoria do IBPA já identificou até os chamados “cabritos”, quando um carro roubado está com placas e numerações de um veículo legalizado. Para identificar essas adulterações, há sempre uma etiqueta segredo gravada pela montadora em cada unidade fabricada.

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Outro problema comum identificado na vistoria é a descoberta de reparos na estrutura do carro. Esse procedimento é normal em veículos capotados ou que se envolveram em colisões mais fortes, mas toda alteração neste sentido precisa passar por uma vistoria do Inmetro, o que geralmente não é feito pelos reparadores. “Repintura de parachoque, de porta, tudo isso é normal, principalmente em carros mais antigos, mas quando envolve a parte estrutural o comprador deve ficar mais atento caso não tenha sido feita a inspeção dos órgãos reguladores”, diz.

Vistoria avalia mais de 80 itens
A IBPA se instalou há dois anos em Beltrão e hoje atende toda a região. A vistoria da empresa custa cerca de R$ 230 e verifica mais de 80 itens do veículo, desde documentação até os mínimos detalhes da estrutura. Uma das preocupações da loja é a isenção e qualificação da equipe – os peritos recebem treinamento de 700 horas, inclusive acompanhando órgãos de fiscalização e controle. “Tem muita gente de outros Estados que compra carro daqui da cidade pela internet e pede pro vendedor vir fazer a vistoria antes de enviar. Nestes casos eu sou os olhos do comprador, porque o laudo é que vai apontar a procedência, legalidade e estado geral do veículo”, comenta Alexsandro.

Remarcação ou lixamento das numerações de motor, câmbio e vidros são os principais problemas apontados em vistorias veiculares.

Cuidado na hora da compra! 

 

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