A situação de saúde do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 94 anos, está crítica.
A notícia diz respeito a uma petição encaminhada pelos filhos — Paulo Henrique, Luciana e Beatriz —, informando o agravamento do quadro de saúde, com uma “evolução progressiva de declínio cognitivo em decorrência de um Alzheimer”.
Enfim… FHC, um gigante. Naquela turbulenta década de 90, a década da revolução tecnológica no mundo (a palavra da moda era “globalização”, ou a expressão “um mundo sem fronteiras”), ele conduziu o Brasil como um verdadeiro líder, conversava na mesma mesa com Bill Clinton (EUA) e Tony Blair (Inglaterra) repetidas vezes — coisa impensável para presidentes-bananas que vieram depois, Lula, Dilma e Bolsonaro, uma trinca, em grande medida, de analfabetos funcionais. Dentro do contexto histórico, FHC foi maior que todos os outros presidentes da história do Brasil. Todos!
Naquela década, não houvesse o Plano Real — que ele coordenou com firmeza e direção —, que estabilizou a economia e deu poder de compra para as pessoas, o Brasil estaria perdido.
Dos seus livros, destaco “A arte da política — A história que vivi”, que dá um panorama do Brasil no seu governo, e que me deu agora uma vontade danada de relê-lo. Também destaco o divertido “O improvável presidente do Brasil”, publicado antes nos EUA, em 2006 (com prefácio de Bill Clinton), e depois, em 2013, no Brasil.
Que pena que as reformas iniciadas sob seu comando, presidente de 1995 a 2002, não tiveram continuidade com os presidentes-bananas…





