Podem me chamar de teórico da conspiração e tudo mais, mas eu acho que essa perseguição só está acontecendo com Deltan porque ele é quem é: um dos próceres da Lava Jato.
Já temos polêmica aqui pelo Paraná. Na semana passada foi noticiado que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia multado o deputado federal Zeca Dirceu por “propaganda eleitoral negativa antecipada”, dizendo que Deltan — pré-candidato do Novo ao Senado — estaria “inelegível”.
Relembrando: Deltan foi o deputado federal mais votado do Paraná em 2022. Mas depois teve o registro dessa candidatura cassado. A Justiça Eleitoral entendeu que ele pediu exoneração da função no Ministério Público Federal para “escapar” da Lei da Ficha Limpa. Deltan enfrentava processos internos da instituição por causa do seu trabalho na Lava-Jato. Ele tese, ele teria deixado o Ministério Público para não ser punido.
No fim de semana passado, Zeca Dirceu reagiu, mostrando uma certidão do TSE confirmando que Deltan está, sim, inelegível, e que não existe mais possibilidade de recurso, etc. Será? A defesa de Deltan insiste de que foi cassado apenas o registro daquela candidatura de 2022. E nunca os direitos políticos. Ou seja: ele pode, sim, ser candidato em 2026. Será?
Podem me chamar de teórico da conspiração e tudo mais, mas eu acho que essa perseguição só está acontecendo com Deltan porque ele é quem é: um dos próceres da Lava Jato, operação que desnudou uma trama de poderosos do Brasil, que deixou muita gente envergonhada. Aliás, o próprio senador Sergio Moro quase foi cassado ano retrasado por causa de uma piada dita numa brincadeira de festa junina. Por sorte, o Senado manteve seu mandato.
Mas é isso: esses agentes da Operação Lava Jato — Moro e Deltan à frente —são odiados pelos políticos tradicionais e por ministros do STF. E parece que suas vidas são escrutinadas a cada instante. Mas, para tristeza dos seus inimigos, grande parte da população está do lado dos lava-jatistas.
E para encerrar: esteja Deltan apto ou não para as eleições de outubro, que se decida de uma vez por todas, que se decida o mais rapidamente possível, para o bem ou para o mal, se “sim” se “não”. E ponto final. Porque a pior coisa será começar a campanha e ficar esse “é” ou “não é” quanto à legitimidade da sua postulação.




