Ataque da cigarrinha do milho provocará a “aposentadoria” de vários hídridos

Engenheiro agrônomo diz que este inseto está provocando mais prejuízos que a ferrugem asiática na soja.

A cigarrinha do milho, vetor de várias doenças.

O ataque da cigarrinha nas lavouras de soja provocou grandes perdas em lavouras no ano passado e na última safra. Cleverson Penso, engenheiro agrônomo e gerente da Cooperativa Coasul, entreposto de Francisco Beltrão, diz que há variedades que deixarão de ser utilizadas pelos agricultores. “Tem vários [cultivares] líderes de mercado, até então, que a gente vai deixar de trabalhar, porque eles são muito suscetíveis ao ataque da cigarrinha.”

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Ainda segundo Cleverson, “tem híbridos que se aposentaram este ano. Não vão ser mais plantados pela grande suscetibilidade de danos da cigarrinha”. A equipe de técnicos da Coasul vem repassando muitas informações e orientações com os cooperados que plantam milho, sobre os ataques da cigarrinha. “A própria Ocepar tem um grupo técnico, eu faço parte do grupo, onde é trocada muita informação técnica entre as cooperativas do Paraná, com institutos e fundações de pesquisas agropecuárias”, informa Cleverson.

O engenheiro agrônomo enfatiza que hoje a cigarrinha é um grande problema e risco para o produtor rural que planta milho. “Nós temos uma praga muito danosa pro milho. A cigarrinha está dando grandes danos pras lavouras. Eu estava conversando com o Adriano Machado, gerente da parte técnica da Coasul. O problema vem ocorrendo de Norte a Sul; o dano da safrinha está se tornando muito maior que a ferrugem no soja”.

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A cigarrinha injeta uma toxina na planta e o agricultor só vai ver o dano lá na frente. Não se vê o dano na hora e é de difícil controle fitossanitário. “Às vezes cinco a seis aplicações de inseticida não conseguem controlar.

É um inseto muito pequeno, é um inseto que é vetor de muitas doenças, principalmente do enfezamento do milho. Isso tem ocasionado grandes perdas no milho. Fez a produtividade baixar muito na safra de verão. E na safrinha do ano passado a gente viu perdas enormes”, relata o agrônomo.

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