SUDOESTE DO PARANÁ

Chuvas recuperam lavouras de feijão após calor extremo

A chuva foi benéfica, principalmente, para a segunda safra de feijão.
Coasul

Após semanas de calor intenso e chuvas irregulares, o volume de precipitação registrado no último fim de semana trouxe alívio e otimismo ao Sudoeste do Paraná. Municípios como Francisco Beltrão (43,5 mm), Quedas do Iguaçu (43,0 mm), Nova Prata do Iguaçu (41,2 mm) e Capanema (38,6 mm) registraram índices significativos, essenciais para o desenvolvimento das lavouras.

De acordo com Rafael Daponte, gerente de polo da Coasul em Francisco Beltrão, o impacto foi amplamente benéfico, especialmente para a segunda safra de feijão (em fase avançada de plantio) e para o milho safrinha (já semeado).

A chuva teve boa abrangência na região de atuação da cooperativa. “Foi uma precipitação generalizada. Embora cidades como Francisco Beltrão, Enéas Marques e Ampére ainda tenham registrado pancadas irregulares, o cenário geral ajudou muito”, afirmou Daponte.

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Em regiões como Capanema e Nova Prata do Iguaçu, o longo período de estiagem já ameaçava a produtividade. Mesmo onde as lavouras resistiam bem, o clima extremo impunha limites severos.

“O feijão sofreu com o abortamento de vagens devido às altas temperaturas e baixa umidade, enquanto o milho teve o ciclo atrasado pelo estresse hídrico”, explicou o gerente.

Com o retorno das chuvas e a queda nos termômetros, a expectativa agora é de recuperação. Daponte avalia que, com a normalização das condições, o milho ainda deve apresentar bons resultados na colheita. Apesar do otimismo, ele faz uma ressalva:

“Algumas áreas sofreram perdas irreversíveis, mas, no geral, a chuva chegou em boa hora. A expectativa é que o clima se mantenha regular nos próximos dias”.

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