
Os produtores familiares que estão com dificuldades para vender feijão pelo preço mínimo podem oferecer o produto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Companhia dispõe de R$ 10 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), para a compra de feijão por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação é uma medida complementar ao apoio à comercialização de feijão iniciada pela operação de Aquisição do Governo Federal (AGF) em maio deste ano.
Os interessados devem procurar a Superintendência Regional da Conab no Estado onde o feijão foi produzido e informar a demanda existente. Cada regional irá definir a maneira de operacionalizar a compra do produto. Será adquirido feijão tipos 1, 2 e 3.
A ação beneficiará agricultores familiares, cooperativas e organizações de produtores rurais. Produtores familiares devem apresentar a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) física. O limite para aquisição no PAA é de R$ 8 mil por família no ano.
Compras por AGF
Em paralelo, a Conab segue com as compras diretas de feijão por meio de AGF. Entre maio e julho deste ano, foram disponibilizados R$ 60 milhões para a aquisição do produto em todo o país. A companhia já adquiriu 29,3 mil toneladas de feijão de produtores dos estados do Paraná (11,7 mil t), Goiás (4,1 mil t), Minas Gerais (2 mil t), Santa Catarina (5,9 mil t), São Paulo (2,3 mil t), Distrito Federal (3 mil t), entre outros estados (3,3 mil t) com o uso de R$ 40 milhões dos valores aplicados
A expectativa é de que até esta sexta-feira, 5, seja aplicado o saldo de R$ 20 milhões. Após o uso desses valores há a possibilidade de liberação de mais R$ 30 milhões para dar continuidade às compras durante o mês de setembro.
O feijão deve ser entregue no armazém da Conab ou credenciado mais próximo, e o produtor deve solicitar a emissão do certificado de classificação e de depósito. Se o produto atender aos padrões exigidos – apenas Tipos 1 e 2 – é emitida nota fiscal de venda.
No Sudoeste, cotação está bem baixa
O JdeB tentou contato telefônico com um dos diretores do Sistema de Cooperativas da Agricultura Familiar (Siscoopafi), José Carlos Farias, mas a ligação não foi atendida. A expectativa é que agricultores familiares da região Sudoeste, que colheram grande produção na safrinha – segunda safra -, também sejam contemplados pela Conab. Na região, em agosto, teve produtor vendendo a saca de feijão carioca a R$ 10 ou R$ 15.
O preço atual está na faixa de R$ 30 a R$ 45 para o feijão de cor e R$ 50 a 110 para o preto na região. As cotações variam um pouco entre as regiões de Beltrão e Pato Branco. O preço mínimo foi orçado pela Conab em R$ 95.







