Família Rotta quer aumentar a produção de leite em 2026

Fagner Rotta no pavilhão da propriedade: meta é aumentar a produtividade.


Beatriz, 44 anos, e Fagner Rotta, 43 anos, produtores de leite na comunidade de Seção São Miguel, interior de Francisco Beltrão, são exemplos das constatações do estudo do IDR-PR sobre a produção leiteira do Paraná. O casal com a ajuda de dois filhos e do pai de Fagner, Vilmar Rotta, mantém uma propriedade com um rebanho de 97 bovinos de leite, dos quais 52 em lactação. É uma propriedade de dez hectares, tecnificada e que segue as orientações dos profissionais da área.
Beatriz e Fagner se criaram no interior. Mas ambos migraram para a cidade em busca de empregos e melhores oportunidades de vida. Há alguns anos o casal, com os filhos e os pais, decidiram retornar para o campo, ao comprar uma propriedade em Seção São Miguel.

Investimentos e rotina da atividade leiteira

Este retorno, no entanto, foi planejado e já decidido que o investimento seria na atividade leiteira. A família Rotta conta com assistência técnica, possui barracões, equipamentos – trator, tanque de armazenagem do leite, entre outros, investe em sêmens de bovinos de leite de alta qualidade para ter boas novilhas e vacas, produz milho para silagem e vem aumentando a produtividade diária das vacas.
“Aqui, agora, a gente faz três ordenhas no dia, a gente acorda às quatro e meia da manhã, começa às cinco, depois tem à uma da tarde e às nove da noite, e daí tem o serviço diário que precisa fazer. A nossa rotina é essa, das quatro e meia da madrugada às onze da noite”, conta Fagner.

Sistema compost barn e bem-estar animal

A família adotou o sistema de produção compost barn, que permite às vacas em lactação a circulação pelo barracão e uma boa qualidade de vida. Os animais dispõem de alimentação de qualidade no cocho e ventiladores garantem um ambiente mais ameno nos dias de calor. A captação do leite é feita com ordenhadeiras.

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Meta de produção e desafios no preço do leite

As vacas produzem uma média de 40 litros/dia – 2.090 litros. A produção é entregue para um laticínio de Realeza. Apesar das dificuldades e desafios do setor, cada vez mais concentrado e com ganhos em centavos por litro, Fagner adianta que “pro ano que vem a gente pretende atingir os três mil litros dia, dentro do que a gente tende de espaço o que suporta. Dá pra chegar nisso.” Fagner, no entanto, diz que as coisas na propriedade sempre são planejadas.
Ao analisar alguns dos dados da pesquisa do IDR, Fagner analisa que “na minha visão o custo é alto, mas o custo você pode contornar, agora, o que eu acho que deveria ser diferente é o preço do leite, porque a gente produz da melhor forma possível, com a melhor qualidade, mas vendemos o leite e não sabemos o quanto que vamos recebe, é isso que me preocupa: entregar o leite e não saber o quanto vai ganhar pelo litro, para, na frente, pagar as contas, isso que me preocupa”.

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