As alterações feitas pelo Ministério causariam transtornos ao produtor. Mas a Faep resolveu o problema.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) adotou uma medida para garantir o acesso a financiamentos de custeio do milho segunda safra aos produtores rurais paranaenses. A contratação desse tipo de crédito estava ameaçada depois das mudanças feitas pela pasta no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), em setembro de 2020. As alterações envolviam o cronograma das safras, e causavam sobreposição no período de colheita da soja (safra de verão) e do plantio do cereal na safrinha. Na prática, os produtores não vão precisar mudar suas rotinas. A direção da Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep) enviou um pedido ao Mapa diante da situação que poderia prejudicar os agricultores paranaenses. Ágide Meneguette, presidente da Faep, comemorou o resultado da rápida mobilização, que garante mais uma conquista aos produtores rurais. “O papel da Federação é agir, sempre que possível, antes que os transtornos cheguem aos agricultores e pecuaristas. O produtor rural já tem que enfrentar inúmeros desafios todos os dias e necessita de tranquilidade e segurança para produzir”, defende. No mês passado o presidente do Sindicato Rural de Verê, Jaimir Colognese, já tinha alertado sobre esta situação em matéria publicada pelo JdeB.
Entenda o caso
Essas mudanças feitas no Zarc, pelo Mapa, após reavaliação da metodologia para determinação dos riscos climáticos apontados pela Embrapa, anteciparam o limite para o plantio do milho. Antes 20 de fevereiro, a data-limite passou a ser 31 de janeiro para uma série de municípios. Só que as alterações ocorreram depois que as contratações dos financiamentos de custeio da safra de verão (soja 2020/21) já tinham sido feitas. Ou seja, se o produtor tivesse plantado uma variedade de soja em 28 de setembro de 2020 com ciclo de 120 dias, a previsão era de que a colheita da oleaginosa fosse feita de 1º de fevereiro a 10 de fevereiro de 2021.





