Produção deve começar com o pepino para conserva e segue para outras culturas.

Nos próximos dias, os produtores que trabalham com a agricultura familiar e com a produção de orgânicos no município de Marmeleiro terão uma nova alternativa para a diversificação e o aumento da renda nas propriedades. Por meio do Departamento de Agricultura, a Prefeitura está desenvolvendo um programa para a produção de hortifrutigranjeiros. Nelcir Basso, que coordena o programa e faz todo o acompanhamento, diz que a primeira etapa deve abranger a produção de pepinos para conserva e que já existe parceria com uma indústria regional para o escoamento da produção. Inicialmente, o projeto deve começar com 30 produtores.
Em breve, os produtores que se interessarem, podem se inscrever para participar do programa. “Temos parceria com a Indústria Cantu Alimentos (Vitorino), para as conservas e com a Cresol, para que os produtores possam obter crédito e dessa forma dar início à produção nas propriedades.” A decisão em começar com a cultura do pepino é porque o processo é bem rápido e necessita de apenas 90 dias para completar todo o ciclo até a colheita. Basso conta que, com baixo investimento, é possível obter boa rentabilidade nas pequenas propriedades. “São de R$ 7 mil a R$ 10 mil para todo o processo. Mas, para que dê certo, é preciso que tenha água na propriedade, porque é tudo feito por irrigação. Em mil metros quadrados, é possível produzir dez toneladas de pepino.”
O crédito, de acordo com Nelcir Basso, pode ser buscado pelos produtores em qualquer instituição financeira. Ele diz que sugeriu a Cresol porque já foi feito o contato com a cooperativa, que tem sua sede nacional em Francisco Beltrão. “Vamos indicar os produtores para a Cresol. Os que se interessarem devem levar toda a documentação necessária. É importante dizer que o crédito somente poderá ser utilizado para essa produção.”
Outras culturas
Depois do pepino, Basso afirma que o projeto será expandido para outras culturas, como a mandioca e a batata, e que cada uma delas deve ter início com pelo menos 50 produtores no município. “Teremos a mandioca, das variedades que o pessoal já tem as mudas na região, e de batatas teremos quatro variedades. Fizemos uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de Pelotas, para que possa nos fornecer o material para o plantio.” A assistência técnica será realizada por equipes do Departamento Municipal de Agricultura. Haverá, ainda, o incentivo para a produção de alface, couve, tomate, abóbora, pimentão, morango e cítricos. “Estamos trabalhando com parceria para que possamos fazer estufas com irrigação e alta tecnologia e incentivar ainda mais os produtores do nosso município.”
Vocação de cada propriedade
O diretor do Departamento Municipal de Agricultura, Sidiclei Risso, avalia que cada um dos projetos é muito importante, porque, dessa forma, os produtores descobrem qual a vocação de cada uma das propriedades e, consequentemente, as famílias conseguem ter mais rentabilidade. “Pensamos sempre em oferecer todos os programas condizentes com a nossa realidade para que possamos trazer ainda mais rentabilidades para essas famílias.” Sidiclei esclarece que os programas que fazem parte de algumas das propriedades podem ser complementados e, com isso, fazer com que a renda aumente ainda mais. “Alguns agricultores apresentam características específicas para somente uma das cadeias de produção, mas existem propriedades com famílias maiores e que podem ter mais de um tipo de atividade. E a nossa ideia é esta: estimular todas as cadeias de produção para que possamos extrair o máximo de cada propriedade rural.”







