Milho também terá perdas expressivas

Excesso de chuvas e frentes frias prejudicaram as plantas.

 

Francis Paggi, de Verê, diz que em certas áreas chega a perder 50% do milho que está colhendo.
As chuvas de maio comprometeram a qualidade do milho.
Foto: Ivo Pegoraro/ JdeB

 

A safra de milho safrinha da região de Francisco Beltrão deve ter perda considerável devido ao excesso de chuvas de maio e junho e as geadas de abril. Foram plantados 87 mil hectares para produção de grãos. Com a intensificação da colheita é que os produtores rurais e técnicos de órgãos públicos de assistência técnica e de cooperativas vão perceber os índices de quebra. 
Antoninho Fontanella, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, das regiões de Beltrão e Dois Vizinhos, acredita que haverá perdas de produção e qualidade. A produção prevista de 460 mil toneladas dificilmente será alcançada. Antoninho acredita que a produtividade será de 25% a 30% menor. “A preocupação é com a qualidade deste milho”, diz o técnico. Há plantas que já apresentam germinação na espiga, o que reduz a qualidade do produto. 

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Menor plantio
As perspectivas para o cultivo do milho da safra normal (primeira safra) de 2017/2018 são preocupantes. Devido aos prejuízos decorrentes do tempo e da baixa cotação da saca de 60 kg – atualmente está oscilando entre R$ 17 e R$ 19 -, a perspectiva é de redução da área de plantio na região de Dois Vizinhos-Beltrão na safra que se inicia. O custo de produção da saca está em R$ 30, ou seja, quase 60% mais que o valor praticado pelas cerealistas. 
Antoninho acredita que haverá uma redução de 20% na área de cultivo na região. “Com certeza deveremos ter redução”, antecipa o técnico do Deral.

O primeiro baque
O excesso de chuvas e as frentes frias provocaram enormes perdas na colheita do feijão da safrinha em todo o Sudoeste. Técnicos do Deral estimam que R$ 200 milhões deixarão de circular na região devido às perdas provocadas nas lavouras de feijão. Tem produtor que colheu produto já com rebrota e qualidade do produto inferior, devido principalmente à umidade nos grãos. 
O segundo baque para os agricultores será a quebra na safrinha de milho para grãos. 
A safrinha de milho para silagem ocupou área de 25 mil hectares e praticamente já foi colhida. Os produtores de leite utilizam a silagem para alimentar o rebanho bovino.

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