Monitoramento das perdas na colheita da soja acende sinal amarelo na região

Agricultura

Ricardo, Simone, Antoninho e Erickson, na contagem dos grãos.

A região de Francisco Beltrão obteve produção recorde de soja na safra normal 2019-2020. Foram colhidas 1.089.000 toneladas. Houve um crescimento de 26,15% na produção. A produtividade média chegou a 4.076 kg/hectare. Na safra normal 2018-2019 a produção atingiu 804.168 mil toneladas e 3.086 kg/hectare.*

A remuneração ao produtor também foi ótima, variando de R$ 85 a R$ 100 dependendo da época da colheita e da venda do produto. Mas o projeto de monitoramento regional de perdas na colheita da soja detectou um problema que preocupa os técnicos da Seab e IDR-PR.

O produtor deve comemorar os resultados com ótimas produtividades e a melhor remuneração devido à desvalorização do real frente ao dólar. No entanto, o monitoramento regional constatou perdas médias de 1,14 sacas por hectare, índice maior que o registrado na safra passada, de 0,97 sacas por hectare. A Embrapa diz que o índice aceitável de quebra é até uma saca por hectare.

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Este acompanhamento foi feito em 17 dos 20 municípios da área de abrangência do Núcleo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab) de Francisco Beltrão. A chefe do Núcleo da Seab, Denise Adamchuk, diz que o resultado acende um sinal amarelo devido às perdas.

O produtor e operador de máquina precisam tomar cuidados com a regulagem da colheitadeira para reduzir as perdas durante a colheita. Ricardo Kaspreski, engenheiro agrônomo do Deral/Seab, salienta também que é preciso adotar boas práticas de manejo de solo e pragas para obter uma boa produtividade.

Ontem, no núcleo da Seab, em Francisco Beltrão, aconteceu a tradicional pesagem das amostras de grãos de soja do projeto de monitoramento regional de perdas na colheita. Neste ano participaram 238 operadores de máquinas de 17 municípios.

Acompanharam o trabalho a chefe do núcleo da Seab, Denise Adamchuk, e os técnicos do Deral-Seab, Antoninho Fontanella, Ricardo Kaspreski e Agostinho Girardello, a funcionária Simone, da Seab, o agrônomo Erickson Marx, do Instituto de Desenvolvimento Regional do Paraná (IDR-PR), e o agrônomo e secretário municipal de Agricultura, Claudimar de Carli. O projeto tem apoio da Associação dos Secretários Municipais de Agricultura (Assema) e da Amsop.

Denise atribui esta perda de 1,14 saca por hectare ao rápido serviço de colheita. “Talvez não deu tempo pra uma atenção maior [na máquina]”, diz a chefe do núcleo. O relatório com os números do monitoramento serão repassados às secretarias municipais de Agricultura para que avaliem os resultados e decidam se realizam ou não encontros técnicos.

*Estes números do primeiro parágrafo da matéria incluem os núcleos regionais da Seab de Beltrão e Dois Vizinhos e os 27 municípios.

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