
Esta história está entrelaçada a outras, a dos meus bisavós e avós, embora nenhum deles esteja nesta região, mas lá dos Campos Gerais, de campos que não mais existem. De lugares desaparecidos do tempo, que ficaram na memória de descendentes, que repassaram para sua geração futura. Assim como eles, nossos pais também foram agricultores durante muitos anos.
Raízes profundas na terra
Historicamente, muitos de nós temos os pés na terra. Não há como negar que, embora alguns de nós tenhamos saído do campo e não seguido, por exemplo, o caminho da roça, não tenhamos esquecido nossas origens.
É do passado que ainda sentimos o cheiro da terra, o gosto na boca de alimentos colhidos. É gratificante saber que nascemos da terra, onde nossos pais trabalharam e construíram um mundo com muitos sacrifícios, em atos de coragem e bravura, que muito colaboraram para o desenvolvimento.
Memórias da roça
A vida de quem trabalhou na agricultura em tempos bem distantes, como meus bisavós e avós, tinham grandes histórias, nem sempre reveladas com detalhes, mas que algumas ainda se podem ter no tempo. Outras, escritas em livros, na fala, em memórias, lembranças ou em músicas.
Minha mãe contava a história da Vovó Maria, e Vovô Guadiêncio. Ele a conheceu na roça, onde ela plantava. Meu avô era domador de cavalos. Tiveram muitos filhos, e continuaram no árduo trabalho da roça, até minha avó falecer.
A identidade agrícola
Há milhares de famílias que ainda trabalham muito no roçado e nas plantações.
A cultura agrícola no campo faz parte da nossa identidade. Colono significa “agricultor.” Segundo a história, recebiam um lote, denominado “lote colonial” ou “colônia.” Agrupamentos de lotes se transformavam em comunidades, onde se construíam, em primeiro lugar, igreja e escola. Assim, ocorreu a colonização do Brasil.
Um termo que mudou com o tempo
Imaginem vocês que, em certa época, no Brasil, o gaúcho foi símbolo oficial de colonização. E colono se tornou um termo pejorativo para designar os membros das comunidades de imigrantes que se estabeleceram no Sul, porque vieram de outros países.
Reconhecimento oficial
A história é longa para um espaço restrito. Sabe-se que no dia 25 de julho é comemorado o Dia do Colono e Motorista, “pois a data marca a importância das duas categorias mais significativas para a economia do país. Os produtores por escolherem como princípio fazer brotar da terra o sustento das famílias, e o motorista por transportar diversos tipos de mercadorias, e enfrentarem os desafios das estradas em todo o território nacional.” Então, no Dia 5 de setembro de 1968, foi sancionada oficialmente, pelo então presidente Artur da Costa e Silva, a Lei n 5.496. A partir dese dia, muitos municípios do Sul do País adotaram a data para celebrar as origens da produção.





