Cobradores continuam trabalhando nos ônibus

Beltrão

A despeito da votação da Câmara de Vereadores de Francisco Beltrão, que, por maioria, autorizou a mudança no contrato do município com a empresa Guacino, permitindo que temporariamente os ônibus circulem sem os cobradores, a medida ainda não foi efetivada. E talvez demore até o final do mês.

Na votação, o placar foi 7 a 5. Os sete favoráveis à mudança foram Leo Garcia (PSC), Elenir Maciel (PP), Rodrigo Inhoatto (PP), Silmar Gallina (PSDB), Paulo Grohs (PSDB), Lourdes Pazzini (PSDB) e Evandro Wessler (Cidadania). Os contrários: Aires Tomazoni (MDB), Camilo Rafagnin (PT), Daniela Celuppi (PT), Valmir Dile Tonello (PV) e Ademir Walendolff (PSB).

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A mudança deverá ser sancionada pelo Executivo municipal. A partir daí será feito o encaminhamento na burocracia para o governo federal, a fim de que os 22 cobradores recebam seus salários por dois meses. Enquanto isso não acontece, eles recebem da empresa.

A queda de passageiros fez com que caísse a arrecadação. Daí desde março os salários estão atrasados. Nesta semana, por exemplo, o pessoal recebeu o valor referente a abril — que antes era pago até o quinto dia útil dos meses subsequentes. No caso, seria na primeira semana de maio (e não na terceira, como aconteceu agora).

Numa hipótese de toda documentação estar encaminhada até o fim deste mês, os salários de maio serão pagos pela empresa Guancino, e os salários de junho (para receber em julho) e julho (para receber em agosto) serão pagos pelo governo federal.

A partir de agosto os trabalhadores retornam, e o salários desse mês, a ser depositado em setembro, será pago pela empresa.

 

Economia
Um cobrador hoje tem salário de R$ 1,5 mil. Entre encargos e folha, a economia para a empresa está estimada em na casa dos R$ 130 mil em 60 dias.

Em várias oportunidade a empresa informou que a queda de usuários afetou a situação financeira, sugerindo até a diminuição de linhas e horários. Mas isto não aconteceu. Os horários estão mantidos.
Na semana passada, representantes dos cobradores estiveram na Câmara de Vereadores para conversar com os parlamentares, se posicionando contra a mudança da lei. Eles temem, basicamente, que a mudança seja, futuramente, efetivada para sempre, e os 22 cobradores percam o emprego.

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