Ilza Kozik lembrada como professora e poetisa

Por Ivo Pegoraro – Nas redes sociais e no velório, ontem, amigos comentavam sobre a professora Ilza Kozik, falecida na terça-feira, aos 64 anos, após ser internada com um aneurisma. Ela se destacou como professora e poetisa. Também publicou muitos artigos, a maioria ligados à ecologia e educação ambiental, que eram sua especialidade em pós-graduações.

Ilza Kozik 24.6.1957 a 17.5.2022.

Após velório no Crematório Jardim das Oliveiras, seu corpo foi levado para o Cemitério Jardim da Luz, onde está sepultado seu marido, Leo Kozik, falecido em 2016. Ilza deixa o filho único, Marcelo, três netos e dez irmãos, oito dos quais residem em Beltrão.

Ilza inspiradora no Centro de Letras

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Ilza fazia parte do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Participou, com poemas, dos dois livros publicados por vários autores: Tudo em Versos, de 2018, e Trincas que me trincam, de 2020.

Ao saber de seu falecimento, a colega de Centro de Letras Cleusa Piovesan, também professora, escreveu um “poetrix”, com o seguinte comentário:

“Esse poetrix é em homenagem a nossa amiga Ilza Kozik, que foi brilhar em outra esfera, aos 64 anos.  Poetisa, mulher inspiradora, revestida de alegria, riso que nos contagiava, brilho no olhar…

 “A indesejada das gentes”

Sorrindo, ela me espera

sorrindo… não sei se irei

vida curta para longos planos”

Ilza poetiza

No grupo do WhatsApp Centro de Letras de Francisco Beltrão, várias manifestações de pesar pela perda da Ilza. A também professora Teresinha Simonatto escreveu: “Meus sentimentos a todos da família e a Ilza que encontre luzes acesas a iluminar o seu caminho definitivo”.

Luzes, estrelas, como num poema que Ilza publicou no livro Tudo em Versos:

A nova estrela

Preciso não dormir

Para descobrir

A nova estrela que nasceu.

Preciso não chorar

E não embaralhar o olhar

Para ver a sua cor.

Preciso levantar e caminhar

E entrar na sua dança.

Preciso me acalmar

Pois não importa o lugar onde se esteja

Se é do escuro que se brilha mais.

E é na queda… aos pedaços

Que uma única estrela

É capaz de provocar

Uma chuva de estrelas.

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