Advogado que reside no município há 39 anos, destacou-se na vida profissional e pelos muitos serviços voluntários que prestou a entidades e associações da comunidade.

Almirante Melati, o título e as autoridades presentes: Douglas Luvison (vice-presidente da OAB), vereadores Aires Tomazoni e Daniela Celuppi, deputado Reichembach, vereador Kniphoff, Melati, vereador Silmar, prefeito Cleber, vereadores Dile Tonello, Elenir Maciel e Léo Garcia e o vice-prefeito Antonio Pedron.
Foto: Ivo Pegoraro/JdeB
A sede da OAB de Francisco Beltrão viveu uma noite solene, sexta-feira, 27, para a entrega do título de Cidadão Honorário de Francisco Beltrão a seu ex-presidente Almirante Melati. Após os discursos e a entrega do título no auditório, em solenidade oficial da Câmara de Vereadores, teve coquetel na área festiva do último piso, local de bela visão para o centro da cidade.
“É um momento de muita alegria, pois são entregues apenas dois títulos por ano e num município de 91 mil habitantes, o maior do Sudoeste, receber um título como este é motivo de muito orgulho, pois é o reconhecimento de todo o trabalho, toda a história e toda a biografia do homenageado”, disse o prefeito Cleber Fontana em seu discurso.
O cerimonialista, Éverton Leite, apresentou o histórico de Melati, seguido dos discursos do presidente da Câmara, José Carlos Kniphoff, do deputado estadual Wilmar Reichembach, do vereador proponente, Silmar Gallina e do prefeito Cleber, todos enaltecendo as qualidades de Melati, homem que se notabilizou, nos vários lugares onde viveu, e principalmente em Francisco Beltrão, por seu trabalho como profissional da advocacia e sua atuação em entidades e associações comunitárias, como Igreja Católica, AABB, Amarbem, a própria Ordem dos Advogados do Brasil e a Astec (Associação dos Amigos da Torre da Concatedral).
Para se ter uma ideia da quantidade de atividades exercidas por Melati, a apresentação de seu currículo foi de sete minutos. Em seu discurso, ele deu mais informações e falou por 48 minutos.
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Quatro filhos e oito netos
Catarinense de Guatambu, na época Distrito de Chapecó, nascido em 10 de junho de 1942, Almirante Melati se criou em Getúlio Vargas (RS), onde ajudou os pais, Francisco Melati e Josefina Parizotto Melati, numa pequena indústria de formas de sapatos e onde também se formou como técnico contabilista. Depois de casado é que cursou Direito, na Universidade de Passo Fundo, deslocando-se diariamente 50 quilômetros de sua cidade.
Em 1962 conheceu Salete Terezinha Bregoli, 14 anos (nascida em 2-10-1948), a mais nova dos seis filhos de Hermínio e Maria Bregoli, em Getúlio Vargas. O casamento aconteceu em 30 de setembro de 1967. Lá nasceram os três filhos mais velhos: Fábio Henrique, Janaína e Rodrigo. O quarto filho, Giovani, nasceu em Santo Antônio do Sudoeste, onde a família viveu de 1973 a 1979. Os quatro filhos são casados e já lhe deram oito netos. Estavam todos presentes na noite da homenagem. Faltou somente a esposa Salete, falecida no último dia 26 de dezembro.
Advogado até se aposentar
O primeiro emprego de Almirante Melati foi no Banco Nacional, em Getúlio Vargas. Aos 24 anos entrou no Banco do Brasil, onde ficou até se aposentar, em 1994. No BB, foi chefe da carteira agrícola em Santo Antônio do Sudoeste (tempo que liderou a estruturação da AABB) e procurador jurídico em Francisco Beltrão, de 1979 a 1994. Em Pranchita e Beltrão ele também teve escritório de advocacia.
Muitas entidades e associações
“Na vida pública, Melati foi sempre atuante, com o incentivo e o apoio da esposa Salete”, destacou Éverton ao ler sua biografia. Almirante Melati foi o segundo presidente da OAB Subseção de Francisco Beltrão, gestão 1985/86, e depois exerceu outros cargos. Ele sempre contribuiu com a AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), da Igreja Católica (foi presidente do Conselho de Pastoral, presidente do Movimento de Cursilhos da Cristandade da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão), entre outros tantos cargos, incluindo a Astec, da qual sempre foi o mais atuante desde sua criação, em 1999. Deixou sua marca também no Lions Clube, Círculo Italiano (presidente) e Conselho de Desenvolvimento Municipal.
Com muito orgulho e muita honra
Quando Almirante estava na metade do discurso e passava para a 12ª das 21 páginas que ele leu, descontraiu os presentes comentando que estava demorado, “é porque fiz muita coisa”. Ele encerrou seu discurso de 48 minutos destacando: “É com muito orgulho, muita alegria, muita satisfação, muito contentamento e muita honra que eu proclamo – sou cidadão de Francisco Beltrão”.







