Mas a pergunta que não se cala é até quando haverá vida humana na Terra? Chegaremos a 2.200? Às vezes, toda esta conversa até parece “mimimi” de quem dá murro em ponta de faca, porém é muito mais séria do que parece.
Muito se fala sobre as mudanças climáticas e as grandes tragédias que podem acontecer, porém pouco tem sido feito. É com esta preocupação que o COP 26 – Conferência Mundial da ONU sobre as Mudanças Climáticas – foi apresentada em Glasgow, na Inglaterra, neste mês. Os grandes representantes mundiais cobram de todos os governantes em volta do mundo a criação não apenas de consciência, mas de estratégias e ações que geram mudanças imediatas e com responsabilidade.
Barak Obama, ex-presidente dos Estados Unidos da América, faz apelo ao mundo e aos governos da China, Índia, Brasil e tantos outros, para que estejam mais engajados no trágico cenário que estamos construindo para o mundo. A fala do primeiro-ministro da Inglaterra, Boris Johnson, foi enfática: “O que iremos fazer em 2050 ou 2060? As crianças que irão nos julgar ainda não nasceram e se nós falharmos elas não irão nos perdoar, porque nós falhamos. E elas estão certas”. É todo o futuro do Planeta que está em jogo e esta realidade nós não conhecemos e talvez muitos de nós nem venhamos a conhecer. Privilégio? Fim dos tempos? Escolhas? Ouço de tudo um pouco.
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Mas a pergunta que não se cala é até quando haverá vida humana na Terra? Chegaremos a 2.200? Às vezes, toda esta conversa até parece “mimimi” de quem dá murro em ponta de faca, porém é muito mais séria do que parece. Calma, vamos aos fatos. Que haverá aumento significativo no clima, isto é fato, não tem o que contestar. Mas quanto de aumento? O que isso significa? Antonio Guterres, secretário-geral da ONU, em seu discurso assertivo e provocador — ao meu ver –, diz que: “Nós estamos cavando a nossa própria cova. 2.7 graus, isso nos dá a impressão que iremos mudar a situação. Isso é ilusão.
Estamos nos direcionando a um cenário climático catastrófico. Mesmo nos melhores cenários, temperaturas irão aumentar acima de dois graus. Mesmo com esta conferência, que antecipa o cenário climático, nós ainda estamos caminhando para um desastre climático. Países devem revisar os planos e políticas climáticas nacionais, não a cada cinco anos, mas a cada ano, a todo momento, até que o aumento de 1.5 graus seja assegurado”. Será que nós temos noção destes aumentos? Quero construir com você estes pensamentos. Com o aumento das temperaturas as geleiras na Antártida e vários outros pontos do Planeta irão começar a derreter e, consequentemente, haverá um aumento descontrolado do nível dos mares e oceanos, o que provocará tsunamis, inundações e outros desastres e assim a destruição de cidades, ou seja, muitas vilas e cidades poderão desaparecer e trazer desastres mortais.
Na área terrestre, imagine agora o aumento das temperaturas, ou seja, maior produção de CO2, traz consigo aquecimento do solo e do ar, dificuldade de plantio, uma catástrofe para as espécies de animais, pois se a terra não estiver fértil não haverá colheita de alimento. Países que economicamente dependem da agricultura terão sérios problemas econômicos. Famílias que dependem do solo para sobreviver se encontrarão em situações bem difíceis. Com a falta de matéria-prima, o valor de mercado aumenta, com aumentos graduais nos valores dos produtos para nossa subsistência.
Precisamos deixar o imediatismo do consumo e a visão micro e começar a expandir o nosso olhar para o macro. O mundo está falando, pedindo nossa ajuda, precisamos ouvir e fazer as mudanças incisivas e assertivas. “Será difícil, mas com certeza nós podemos fazer isso! Vamos trabalhar com toda a criatividade, imaginação e boa vontade que nós temos”, afirmou Boris Johson. Quer fazer parte desta comunidade? Me segue nas redes sociais.







