Um homem misterioso

Não é um filme blockbuster de agente secreto, ou assassino profissional, dos anos 60 ou 70, mas tem a maior pinta de um. “Um homem misterioso” traz George Clooney num dos gêneros mais batidos do cinema, mas com qualidades que o fazem merecedor de atenção.

Seguindo a mão contrária de outras produções, ele não segue a linha ação, comédia ou romance, — ou todas as anteriores — ditada por outros filmes, como as franquias Bond ou Bourne, por exemplo. Num clima muito mais sério e realista, vemos Jack, o protagonista interpretado por Clooney, tentando se aposentar de uma vida nada ortodoxa à margem da legalidade.

Ele é solitário e o cara mais desconfiado do mundo — e com razão — que se apaixona durante o expediente, mesmo sabendo que isso não dará certo. De poucas palavras, Jack entoca-se numa pequena cidade medieval italiana para um último serviço. A paisagem bucólica é um dos pontos altos do filme.

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O tempo todo, o ritmo cadenciado da trama de intriga e perseguição — não de carro, mas a pé em vielas escuras — cria um clima tenso que mostra a total falta de confiança entre os personagens. Além disso, o método de trabalho de Jack é extremamente palpável, o que torna a história toda muito verossímil.

Resumindo, um filme de assassinos, com belas mulheres, belas paisagens, diálogos curtos e bem escritos, com simbolismos e um certo sentimentalismo. Vale a pena conferir.

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