Olimpíadas: como funciona a compensação dos atletas

s atletas brasileiros das Olimpíadas de Tóquio 2021 ganham até R$ 250 mil pela conquista da medalha de ouro, um valor superior a diversos países que enviaram competidores, como por exemplo os Estados Unidos. O prêmio é pago pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que também premia medalhistas de prata e bronze. Embora muitos não saibam, o Brasil está entre os dez mais altos valores pagos aos atletas, sendo que neste ano o valor reservado superou o das Olimpíadas do Rio, totalizando R$ 145,2 milhões em investimentos, num total de 302 atletas.

Além disso, 30% da delegação brasileira de Tóquio faz parte de um programa do Ministério da Defesa, que fornece remuneração, assistência médica e odontológica, nutricionista e instalações esportivas nos quartéis. Os prêmios não são iguais para todos. As modalidades individuais tendem a ser maiores, já que nos esportes coletivos os valores, embora mais altos, são divididos entre a equipe. Quem leva ouro recebe R$ 250 mil, prata R$ 150 mil e bronze R$ 100 mil. Para se ter uma ideia, os norte-americanos não pagam tanto, chegando a aproximadamente a R$ 190,6 mil, R$ 114,3 mil e R$ 76,2 mil, para ouro, prata e bronze, respectivamente; contudo, os investimentos no atleta fora das Olimpíadas são maiores.

Cingapura é o país que mais remunera, com valor de U$ 1 milhão — aproximadamente R$ 5,4 milhões para os medalhistas de ouro. Uma vantagem em se tornar medalhista é o aumento do investimento na carreira e possibilidades maiores de patrocínio. Alguns atletas são convidados para estrelar campanhas, e outros participam de programas esportivos com cachês. No caso do COB, o valor arrecadado vem das loterias federais.

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Isto foi definido numa lei de 2001: 2% de tudo que é arrecadado é destinado à entidade e para o Comitê Paraolímpico Brasileiro, repassados pela Caixa Econômica Federal. Todos esses esforços são relevantes, mas ainda são necessários mais aportes. Algumas categorias e atletas recebem pouco incentivo privado, ou seja, não são esportes conhecidos e não atraem grandes empresas, diferentemente do futebol por exemplo. Quando isso acontece, muitos atletas se viram por conta, muitas vezes com ajuda da família, até atingirem patamares elevados. Essa falta de incentivo prejudica, e poderia ser um diferencial na disputa contra países que levam a sério as modalidades no Ensino Médio.

Ainda assim, o Brasil recebeu 21 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e oito de bronze, o maior número já obtido em jogos olímpicos. Os números mostram que estamos no caminho certo, mas ainda há muito o que melhorar em termos de investimentos no período anterior a olímpiada.

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