Quem são os reais culpados pela inflação?

Essa injeção de moeda nas economias, em especial a norte-americana, afeta o preço das commodities, já que são cotadas em dólar e são os mesmos para todos os países.

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A situação da economia mundial é preocupante após uma pandemia, somado a uma guerra entre Rússia e Ucrânia, a qual influencia negociações em escala global. Sobre a pandemia, a expansão monetária gerou inflação, ao mesmo tempo que as constantes paradas de produção desregularam a cadeia produtiva. Essa injeção de moeda nas economias, em especial a norte-americana, afeta o preço das commodities (soja, milho, café, minério, petróleo, açúcar), já que são cotadas em dólar e são os mesmos para todos os países. Sendo assim, estes produtos encarecem em dólar, mesmo que visualizemos os valores convertidos em nossa moeda.

Embora o Brasil seja autossuficiente em alimentos, precisa de fertilizantes para alimentar a indústria agrícola, sendo o maior fornecedor a Rússia, com 44% do total que o Brasil recebe por ano. A visita do governo brasileiro à Rússia foi criticada, contudo, se houver interrupção no fornecimento de fertilizantes, tanto o país quanto o restante do mundo sofreriam com a baixa das exportações dos alimentos.

Nesse sentido, as sanções aos russos estão causando inflação nos alimentos em alguns lugares, o que gera um prejuízo para milhares de pessoas que dependem das exportações de alimentos, inclusive do Brasil, que, por hora, tem evitado uma crise de reabastecimento, interna e externa. Para se ter uma ideia da gravidade, a Índia proibiu exportações de trigo. O país tomou essa atitude drástica para garantir a segurança alimentar de sua população. A notícia pegou de surpresa os compradores globais, que contavam com a Índia para suprir a demanda correspondentes as exportações da Ucrânia e Rússia, que representam 30% das exportações de trigo para o mundo.

Cabe ressaltar que a Índia não informou a queda em sua produção, o que confirma uma atitude de precaução em relação aos cidadãos indianos. É possível que outros lugares imponham novas proibições ou tarifas de exportações, tornando os alimentos muito mais caros do que já estão. Aliado a essa situação, é provável que haja controle de preços em alguns territórios, nesse caso, o restante da história todos sabemos: falta de produtos na prateleira.

Enquanto isso, exigem do Brasil uma estrita conservação das áreas de preservação, além de assistirmos uma série de desinformação sobre a Amazônia, inclusive de atores de norte-americanos desatualizados sobre o que falam a respeito da região — e pior, afrontando a soberania do País. Por outro lado, não se sabe ao certo se os países considerados de primeiro mundo preservam alguma coisa.

Ao que parece, a sensatez está ao lado do governo brasileiro, que mesmo prejudicado por todos os problemas mundo afora, batalha para manter a produção interna e externa, bem como alertar sobre os problemas de algumas atitudes ilógicas e/ou ideológicas.

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