Colégios Cívico-Militar: Pais e funcionários reivindicam voto na eleição de diretores

Seed ressalta que não haverá participação direta da comunidade escolar nesta escolha.

Alguns funcionários e pais de alunos dos colégios Industrial, Beatriz Biavatti e Vicente de Carli se reuniram em frente ao Núcleo Regional de Educação (NRE) de Beltrão, ontem de manhã, para reivindicar a participação na eleição dos diretores.

Jandir Azevedo, da APMF do Colégio Beatriz Biavatti, deu entrevistas para a imprensa na manhã de ontem, em frente ao NRE de Francisco Beltrão.

Basicamente, ele argumentou que “os pais e professores” não concordam com o processo de escolha da nova direção, que deveria continuar a atual diretora, Içara de Abreu, “porque ela já conhece as famílias, o funcionamento do colégio”.

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“Quando foi pedida a nossa participação para que fosse escola militar, ou não, a gente compareceu, mas agora para a escolha da direção não fomos chamados, a gente está aqui para repudiar isso”, destacou Jandir.

Cristiane Massoline, mãe de aluno, funcionária de escola e membro da APMF, destaca: “Nossa escola, o Colégio Estadual Industrial é de ensino integral. Optamos por essa modalidade de ensino há quatro anos. Até então, a eleição para diretor sempre foi feita de forma democrática e este ano, de surpresa, a gente recebeu comunicado que seria por credenciamento dos diretores. Nossa crítica seria essa: Por que a nossa escola não teve o direito à eleição, como nos outros anos? Nossa escola tem um ensino diferenciado, o aluno entra pela manhã e só sai à tarde, fica 9h dentro da escola. Precisamos de um cuidado especial desde a alimentação, são três refeições que eles fazem na escola, a questão pedagógica é totalmente diferente, e a gente acredita que uma pessoa que não conheça nossa realidade não conseguirá atender esses alunos da maneira que eles necessitam”.

Segundo Cristiane, a comunidade escolar não aceita esta decisão, por ser unilateral, apenas por parte do governo, e está se mobilizando para exigir participação na escolha dos representantes.

O JdeB, no dia 7 de outubro, divulgou matéria com o título “Diretores das escolas cívico-militar serão nomeados pelo governador do Paraná”.

Desde o início dos trâmites para tornar a escola um colégio cívico-militar, já estava claro que os diretores seriam selecionados pela Seed.

Assim, as escolas da rede estadual de ensino que oferecem ensino integral e as que optaram por adotar o sistema de ensino cívico-militar não terão mais a participação direta da comunidade escolar na escolha dos seus diretores, como ocorre nos demais colégios da rede pública estadual.

A nomeação ficará sob a responsabilidade do governador e do secretário estadual de Educação. Questionada sobre a reivindicação de ontem, a assessoria de imprensa da Seed informa: “Esses dois [os envolvidos] aprovaram a mudança para o modelo cívico-militar”.

 

Eleições suspensas por liminar

As escolas estaduais escolheriam ontem, por meio de consulta à comunidade escolar, os gestores escolares para os próximos dois anos.

A votação foi suspensa por liminar. Lurdinha Bertani, em entrevista para Rádio Onda Sul, informou que a decisão foi tomada na noite de terça-feira e que o decreto de suspensão seria até 15 de dezembro.

De acordo com a assessoria de imprensa da Seed, a decisão liminar foi acatada pela Seed e os próximos passos sobre o assunto ainda serão definidos.

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